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Esporte

Aos 16, Rafinha Boeing é destaque no Velocross

06 Junho 2017 16:39:36

Piloto iniciou trajetória no esporte com apenas cinco anos

A trajetória no Velocross começou cedo para o piloto canoinhense Rafael Boeing Padilha, o Rafinha. Desde pequeno, Rafinha conviveu no meio esportivo com o pai, que também praticava Velocross. Com o incentivo da família, o piloto ganhou a primeira motocicleta com apenas um ano de idade. O primeiro contato com o equipamento, no entanto, só ocorreu quatro anos depois. Na época, a mãe de Rafinha, Karim Boeing Padilha, conta que uma queda motivou mais um intervalo de três anos, até que o piloto participasse de sua primeira competição. Foi com oito anos de idade que Rafael recebeu seu primeiro troféu, ainda na categoria 50 cilindradas. Hoje, aos 16 anos, o piloto têm se destacado em competições a nível regional e estadual, levando o nome do município por meio do esporte.

            Nos últimos anos, a evolução do piloto ficou transparente nas pistas. Entre 2013 e 2014, Rafinha passou a competir na categoria 65 cilindradas. Já em 2015, o piloto evoluiu para a categoria 125 cilindradas. Hoje, Rafinha compete na categoria Júnior. O piloto, que é um atleta federado na Liga Catarinense de Motociclismo e Automobilismo, já participou de campeonatos renomados no sul do país, como as copas Limasc, Sul, Integração, Contestado, Catarinense, Paranaense e Brasileira.

No último mês, Rafinha conquistou o 1º lugar na categoria Júnior B 150 cilindradas na terceira etapa da Copa Gêmeas do Iguaçu de Velocross, realizada em Palmas (PR). Neste final de semana, o piloto tem mais um desafio: a quarta etapa da Copa, que ocorre em São Mateus do Sul (PR).

ORGULHO

            Ao longo dos sete anos em que participa de competições no esporte, Rafinha colecionou troféus e premiações. Todo o esforço está registrado em uma pasta, em que a mãe do piloto guarda carinhosamente os recortes de jornais que noticiaram as conquistas do filho. Apesar de se tratar de um esporte de velocidade, Karim afirma que possui confiança na atuação do filho nas pistas: “Ele é muito consciente e tem muita técnica. Felizmente, ele nunca sofreu um acidente grave”. O sentimento de Karim em relação às competições do filho, no entanto, nem sempre foi tranqüilo: “Antes eu ficava preocupada, descabelada, com a boca seca”, brinca.

            O orgulho da família se estende aos representantes do Velocross do município. Ainda assim, Rafinha relata a falta de apoio financeiro por parte do poder público e patrocinadores. Hoje, a família é a única responsável por arcar com os custos das viagens e das competições. Apesar de conquistar diversas premiações, o reconhecimento é simbólico: “O prêmio maior é o troféu, porque os valores em dinheiro não pagam a viagem”.

            Motivados a continuar incentivando o piloto nas competições, Karim relata a alegria em participar da rotina esportiva do filho: “É muito bom ter a família unida no fim de semana. Nós enfrentamos chuva, frio, barro nos acampamentos, mas tudo pelo amor ao esporte”. 


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