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A concentração de renda é inimiga do varejo, diz presidente da FCDL/SC

07 Julho 2017 16:31:06

Pesquisa mostrou que classe A representa 3,8% da população e detém 38% da renda. Para Tauffer, desenvolvimento depende das classes C e D

Adjori/SC

Recém publicada, pesquisa da Tendências Consultoria com dados do IBGE e da Receita Federal estampa o tamanho da desigualdade social no Brasil.

O material, divulgado pela mídia no início da semana, revela que a classe A representa apenas 3,8% da população, mas detém 38% da renda. Já as classes B e C, as chamadas classes média e média baixa, são 31,9% da população, com 45,7% das riquezas.

O pior ocorre na base da pirâmide: as classes D e E reúnem 54,3% dos brasileiros, com somente 16,3% da renda do país.

O empresário Ivan Tauffer, presidente da Federação das CDLs de Santa Catarina (FCDL/SC), avalia o resultado como "muito negativo" e sentencia: "a concentração de renda é inimiga do varejo".

Qual a principal conclusão diante desta pesquisa?
Ivan Tauffer - É um cenário muito ruim porque a classe A tem um padrão de consumo distante do varejo médio das cidades brasileiras e também importa muito ou compra no exterior. Por ser menos de 4% da população do país não representa volume nas compras. Mas detém quase 40% da renda da nação. E é um dinheiro que gira pouco. Se essa distorção não for superada dificilmente teremos crescimento sustentável, ou seja, contínuo e de longo prazo.

Porque o varejo se beneficia com a distribuição de renda?
Ivan Tauffer - As classes B/C e D têm muitas demandas reprimidas na aquisição de bens duráveis e no padrão de vida. O aumento de renda significa que comprarão móveis, eletroeletrônicos, roupas e investirão na compra, construção ou reforma de imóveis. E irão melhorar o padrão de alimentação, muitas famílias fazem cursos ou viagens. É isso que impacta no varejo e move a economia.

Como mudar este cenário?
Ivan Tauffer - A mudança começa pela educação e é essencial que comece já, pois os resultados não virão em menos de uma década. Um país com bom padrão de educação tem empresas ricas e empregos de alto padrão, colaboradores ou fornecedores com alto poder aquisitivo. A reforma tributária é outro caminho inevitável: com menos impostos e encargos sociais o empreendedor aumenta consideravelmente a capacidade de produzir e contratar, gerando um ciclo positivo de trabalho e renda.





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