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Política

Sec. de Saúde se posiciona sobre o repasse ao HSCC

23 Novembro 2018 14:55:00

O CN traz os dois lados da história, para ajudar o leitor a entender essa problemática

Elisandra Carraro
Foto: Elisandra Carraro
Zenici Dreher Herbst, Sec de Saúde - Canoinhas

Desde o anúncio feito na semana passada pelo Administrador do Hospital Santa Cruz de Canoinhas (HSCC), Derby Fontana, sobre as dificuldades do HSCC se manter devido à falta de repasses de verbas, muitas polêmicas nortearam o tema em Canoinhas. 

No início desta semana, Deby juntamente com o Presidente do Conselho Deliberativo da Entidade, João Mario Groscopp foram até a plenária da Câmara de Vereadores para esclarecer e prestar contas das atuais polêmicas envolvendo o nome do HSCC.

Na ocasião Derby apresentou números, dados e estatísticas a fim de comprovar o porquê o hospital está com déficit atual acumulando montante de 250 mil reais por mês. Debry explicou que além de não receber o valor devido pelo Governo do Estado, desde junho deste ano, o atual repasse do Governo Municipal, no valor de 36 mil e 500 reais, também não cobre o custeio da Entidade.

 "Em 9 anos à frente da Administração do Hospital Santa Cruz, nunca os funcionários tiveram seus salários atrasados. Sempre com autorização da Diretoria e Conselho, nós deixamos de pagar os fornecedores, se for o caso, para dar prioridade aos colaboradores. A folha de pagamento do HSCC consome 41% da receita, o que é um quadro bem enxuto", ressaltou Fontana.

Atraso 13º salário

Fontana esclareceu que todos os anos o 13º salários dos servidores é pago sendo a primeira parcela em junho e a segunda sempre em 19 de dezembro. Ele ressaltou que hoje há uma dificuldade grande até mesmo para fechar a folha de pagamento que gira em torno de R$ 654.000,00, pois são 250 funcionários que geram pagamento.

"Se não houver parceria com o poder público fecha-se o hospital. Se não estamos fazendo mais pela saúde de Canoinhas é porque não temos recursos para isso, então antes de fechar as portas de vez, ou atrasar pagamentos estamos buscando recursos", disse Fontana.

Déficit e repasses

Derby deixou evidente e claro que é necessário o valor de ao menos 250 mil reais ao mês para que dar conta do custeio do hospital. Quando questionado sobre os recursos recebidos via governo e demais prefeituras Derby Declarou: "Estamos com déficit de R$ 247.628,18, recebemos do Fundo Municipal de Saúde (FMS) 36.500,00 mensais, mas não é suficiente para todo o custeio. Para manter o status de filantropia, o mínimo que é exigido por hospital é 61% de cobertura SUS, mas o HSCC realiza 81% dos atendimentos via SUS. O que está em atraso é o valor de 100 mil mensais, repassados via governo estadual pela Rede de Urgência e Emergência (RUE), no total estamos com 500 mil em atraso desde o mês maio de 2018", completou.

Lado B

O HSCC solicitou o repasse de 500 mil reais a Câmara de Vereadores, que informou de acordo com o presidente Coronel Mario Renato Erzinger (PR), que o destino dos recursos competia ao Executivo, que todos os repasses para o HSCC foram sempre aprovados por unanimidade pela Câmara. "Vejo a necessidade de se restabelecer a verdade real dos fatos referente a esse repasse. Saúde pública é, foi e será prioridade para qualquer gestor público", disse Erzinger.

O presidente ainda sugeriu convocar uma audiência pública para debater o assunto, para apresentação de diversos dados e prestação de contas sobre a realidade do hospital.

 A fim de tornar a questão ainda mais clara o CN conversou com a secretaria de Saúde do Município Zenici Dreher Herbst sobre a situação.

A matéria completa você confere na edição impressa nº 3370 desta sexta-feira 23 de novembro, que já está nas bancas!

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