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SUSTENTABILIDADE

Uso de energia solar avança no Planalto Norte

27 Abril 2018 10:31:00

Sistemas fotovoltaicos aparecem com mais frequência em casas, indústrias e até em escolas da região

THAÍS GUIMARÃES/CN
Foto: Divulgação/Quantum
Empresa de Canoinhas instalou sistema capaz de atender o consumo atual da unidade

Planalto Norte - A geração de energia limpa e renovável a partir de fontes alternativas está se tornando tendência quando o assunto é sustentabilidade e economia. A energia solar é a fonte energética que mais cresce no mundo atualmente, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), e no Brasil as instalações desse tipo cresceram 300% em um ano, mostrando que, em tempos de crise, produzir a própria energia é um bom negócio. O barateamento do equipamento e os benefícios da medida atraem os consumidores, e no Planalto Norte a presença de painéis fotovoltaicos está se tornando cada vez maior.

No mês passado, o sistema que produz energia elétrica a partir da radiação solar entrou em operação em uma unidade educacional de Três Barras. Painéis com células fotovoltaicas - feitas de material semicondutor - fixados na cobertura da Escola Básica Municipal João Pacheco de Miranda Lima (Caic) fazem o processo de conversão da energia solar. A potência instalada é de 26.4 Kwp. Conectado à rede de energia elétrica, o sistema - que é alimentado mesmo em dias nublados ou chuvosos - vai suprir o consumo numa área de 225,76 metros quadrados, segundo o município.

Foram aplicados R$ 181,7 mil na implantação do sistema. O Governo de Três Barras justifica o investimento por acreditar que, ao gerar sua própria energia, a redução na conta de luz deve variar entre 50% a 70%, caso seja mantido o consumo médio atual. No ano passado, o gasto médio da escola com luz foi de aproximadamente R$ 4,5 mil mensais.

Miguelina Karvat, diretora da escola situada no distrito de São Cristóvão, elogia a iniciativa de incentivar a produção de energia limpa e sustentável. "Acredito que somos pioneiros na região", comenta, ao lembrar que produzindo sua própria energia, a escola está reduzindo custos aos cofres públicos.

O planeta agradece

Outro exemplo da adoção do sistema fotovoltaico na região ocorreu na Sociedade Cooperativa União Agrícola Canoinhas (Agrosem), onde foram instalados 555 módulos solares no ano passado, exemplo dessa mudança constante de postura também partindo das empresas. A estrutura representa potência total instalada de 177,60 kWp, capazes de atender 60% do consumo da unidade, e a previsão de retorno com o investimento é de até cinco anos. De acordo com a empresa responsável pela instalação do sistema, as estimativas da Sociedade Cooperativa para sua nova forma de geração de energia apontam para um ganho ambiental equivalente à preservação de 3.358 árvores por ano. Cerca de 130 toneladas de CO2 devem deixar de ser lançadas na atmosfera, já que a energia solar reduz a emissão de gases tóxicos.

No caso da EBM João Pacheco de Miranda Lima, com a instalação dos 80 painéis fotovoltaicos de 330 wp e geração de energia 31986.5 kWh/ano, o ganho ambiental é equivalente à preservação de 454 árvores por ano e cerca de 17 toneladas de CO2 devem deixar de ser lançados na atmosfera.


Escola de Três Barras também buscou a produção de energia limpa e sustentável (Divulgação)

O bolso também

De acordo com o engenheiro Gilberto Vieira Filho, presidente da empresa do setor Quantum Engenharia, a redução dos custos dos equipamentos de energias renováveis - que chegou a 70% na última década - é um dos motivos para o aumento do interesse e do acesso a esta modalidade de geração de energia. Este número gera, ainda, outro dado positivo: o payback - tempo necessário para pagar o investimento com a economia de energia - reduziu também em 70%. Se antes esta espera era de 25 anos, agora, dura em média cinco.

Do ponto de vista ambiental, Vieira Filho elenca que os sistemas de energias renováveis são capazes de gerar cidades mais sustentáveis, com perspectivas de melhoras em mobilidade e até mesmo na qualidade do ar, já que o sistema reduz a emissão de gases de efeito estufa. E há também os benefícios financeiros para os consumidores. "Os painéis fotovoltaicos podem produzir até 100% da energia exigida pela unidade consumidora e, se o consumo for menor do que a energia gerada, pode ser entregue à companhia de luz e utilizada posteriormente em forma de crédito na conta de luz. A economia pode ser de até 95% nas faturas", explica.

Viabilidade

O sistema ainda demanda um investimento significativo - a partir de R$ 15 mil em imóveis residenciais, por exemplo -, mas depois desse payback, o consumidor fica com a economia. Existem entidades financeiras que oferecem solução de financiamento para adotar a energia renovável, e com a economia da fatura, o valor economizado é usado para pagar as parcelas do financiamento.

Medidas para incentivar a adesão à energia limpa foram destaque no ano passado. Em 2017, a Celesc desenvolveu o Projeto Bônus Fotovoltaico, beneficiando os participantes com bônus de 60% na aquisição de um sistema fotovoltaico para incentivar a geração residencial de energia solar. O projeto começou atendendo mil residências.

Segundo Vieira Filho, casas e edifícios residenciais e comerciais, indústrias e usinas podem adquirir a energia fotovoltaica. O tipo de telha do imóvel determinará o sistema de fixação dos painéis e a inclinação depende do projeto, mas sempre acompanhando a latitude do local de instalação. As placas ficam viradas para a face norte, a fim de aproveitar o máximo da incidência da luz do sol durante o dia.



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