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ENTREVISTA

Canoinhenses recuperados da covid-19 contam suas experiências

Leitores do CN, que contraíram, e superaram a covid-19, contam quais foram os sintomas e os transtornos causados no cotidiano

José Rossi Júnior
Foto: Imagem ilustrativa (Internet)

Ao longo do ano de 2020, o mundo sofreu com a pandemia do novo coronavírus. Desde março, o Planalto Norte de Santa Catarina vem sofrendo os impactos da pandemia, tanto no âmbito logístico e econômico, quanto no âmbito da saúde.  

Hospitais lotados, famílias que já perderam seus entes queridos e pessoas sentindo na pele os efeitos de um vírus de rápido contágio, que faz sentir no corpo seus efeitos, são exemplos de que a pandemia é muito mais do que números, mas sim, histórias de pessoas.

Entretanto, muitas vezes a mídia e os órgãos públicos se limitam a passar números, que mesmo que alarmantes, podem passar desapercebidos pelo grande público. Buscando humanizar, e fazer com que as pessoas entendam qual é o sentimento, os sintomas e os transtornos causados pela covid-19, o CN conversou com leitores que contraíram o vírus e superaram.

DEPOIMENTOS

O leitor do CN, João Vitor Sabbagh, que contraiu o vírus e já está recuperado, aceitou o convite da reportagem para contar como foi sua experiência e quais os primeiros sintomas. "Na primeira semana tive muita tosse, depois perda do olfato e paladar", conta. Ele destaca também, que o vírus mudou seu cotidiano no período de isolamento. "Minha rotina mudou totalmente nesses 15 dias, fiquei todo esse período no meu quarto, completamente isolado e tomando todo cuidado necessário para não passar para minha família", lembra, agradecendo pela recuperação. "Graças a Deus não tive nenhum sintoma grave e já estou me sentindo bem".

Sabbagh fez questão de ressaltar a importância de sua família durante a recuperação. "Agradeço minha namorada e minha família por toda ajuda e apoio nesse momento difícil pelo qual passei", finaliza, reforçando a importância para que as pessoas continuem tomando os cuidados orientados pelos órgãos de saúde. "Peço que todos continuem se cuidando, reforçando o cuidado, principalmente agora no fim do ano. Se cada um fazer a sua parte, vamos sair dessa logo", alerta.

A leitora Rafaela Eduarda Pires, que também aceitou conversar com o CN, conta que os primeiros sintomas foram percebidos em seu filho mais novo. "Detectei que estava contaminada pelo vírus, através de uma febre que deu em meu bebê de 1 ano e 4 meses, em uma noite de domingo para segunda-feira. Na mesma data, então, procurei o pediatra, o qual me alertou de uma possível infecção do covid em meu bebê. Ele me orientou fazer o teste, pois eu ainda o amamentava. Dois dias depois de eu fazer o teste, que demora cinco dias para ficar pronto, tive muita febre, dor no corpo e uma tosse persistente com catarro. Após os cinco dias o exame ficou pronto, e detectou o positivo, procurei imediatamente um médico particular, o qual me receitou cloroquina, bombinha entre outros remédios, pois não estava me sentindo bem, com o pulmão com chio", conta, lembrando que seu esposo também foi confirmado positivo para covid-19. "Consequentemente, meu marido também estava infectado, foi feito o exame e dado positivo", lembra.

A leitora conta que seu bebê teve sintomas mais leves da doença, mas que ela e seu marido sofreram com sintomas mais intensos. "Foram 14 dias isolados com variações de sintomas. Meu bebê teve aquela única febre e medicado pelo pediatra, passou bem. Quem realmente atingiu foram os adultos", conta, afirmando que até hoje, alguns sintomas são percebidos: "A tosse ainda aparece nos dias de hoje, sendo chata, já que fazem três meses que fui contaminada", destaca.

Após ter tido a experiência da covid-19 em sua família, Rafaela reforça a importância dos cuidados orientados pelos órgãos da saúde. "O recado que deixo hoje para a população, é para que se cuidem, talvez não por você, mas pelo próximo, pois meu bebê não saia de casa e foi contaminado por algum deslize de um adulto", e agradece: "Graças a Deus e ao pediatra ele passou muito bem, mas o medo de acontecer o pior afligia nossos corações", finaliza.


*Matéria publicada originalmente na edição impressa do CN do dia 18/12






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