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DOENÇA

Casos de meningite em Santa Catarina deixa população em alerta

Planalto Norte registrou apenas um caso em Porto União, ainda no mês de abril

Bruna Werle com informações do GOV/SC
Foto: Reprodução
Febre, dor de cabeça, rigidez ou dor no pescoço, náuseas e vômitos são os principais sintomas

São 20 casos da doença meningocócica, meningite causada pela bactéria Neisseria meningitidis, registrados em 16 municípios de Santa Catarina, neste ano, e três mortes confirmadas pela doença. De acordo com o relatório da Vigilância Epidemiológica (Dive) do Estado, com dados coletados até segunda-feira, 24, na região do Planalto Norte, somente Porto União, teve um caso, ainda no mês de abril.

As cidades de Blumenau, Itajaí, Itapema e Lages têm o maior número de registros, com dois casos em cada município. Já nos municípios de Balneário Camboriú, Bombinhas, Criciúma, Fraiburgo, Garopaba, Imbituba, Jaraguá do Sul, Navegantes, Palhoça, Porto União, São Francisco e Turvo, foram identificados um caso em cada município.

Causado por diversos agentes infecciosos, como bactérias, vírus, parasitas e fungos, ou, também, por processos não infecciosos, a meningite é um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Considerada uma doença endêmica, no Brasil, são esperados ao longo de todo o ano. As meningites virais são as de maior ocorrência, seguidas pelas meningites bacterianas, ambas geralmente têm bom prognostico e evoluem de forma benigna.

O número de casos em Santa Catarina é considerado dentro do previsto para o período do inverno. No entanto, a maior incidência da doença ocorreu nos meses de março e abril deste ano. Desta forma, a Vigilância informa que os casos não atendem a definição de surto, por não estarem relacionados geograficamente e temporalmente, tendo sorogrupos, municípios e datas diferentes.

Segundo o relatório da Dive, 30% dos casos se concentraram na faixa etária acima dos 30 anos. A letalidade é maior na faixa etária de menores de 10 a 14 anos e de 15 a 19 anos com uma taxa de 50% em cada faixa etária.

Sintomas

Os sinais e sintomas de meningite podem surgir repentinamente e são febre, dor de cabeça, rigidez ou dor no pescoço, náuseas e vômitos. Manchas vermelhas ou roxas, pequenas ou grandes, na pele, podem indicar doença mais grave (meningococcemia). Mudanças de comportamento como confusão, sonolência e dificuldade para acordar podem, também, ser sintomas importantes. Em recém-nascidos e lactentes, os únicos sinais e sintomas de meningite podem ser febre, irritação, cansaço e falta de apetite.

Sempre que alguém apresentar ou observar esses sinais e sintomas, deve procurar imediatamente assistência médica, para assegurar-se do diagnóstico e iniciar o tratamento o mais precocemente possível.

Cuidados

O fato de não haver surto, no entanto, não significa que a população possa se descuidar. Os cuidados básicos continuam sendo necessários. As meningites bacterianas e virais demandam ações semelhantes àquelas adotadas para a prevenção da gripe, como evitar ambientes fechados, respeitar a etiqueta da tosse e manter as mãos higienizadas

A meningite meningocócica é transmitida por meio das vias respiratórias, no contato próximo com secreções, gotículas do nariz e da garganta expelidas pela fala, tosse e espirro. A propagação é facilitada em ambientes fechados e/ou sem ventilação. Pessoas residentes na mesma casa, que compartilham dormitórios ou alojamentos estão suscetíveis ao contágio que também pode ocorrer em creches, escolas, acampamentos ou locais em que há aglomeração de pessoas.

Possíveis sequelas

Uma vez que a meningite afeta as membranas cerebrais, existe um risco muito elevado de complicações como perda da visão ou audição, problemas cerebrais graves, dificuldade em aprender, paralisia dos músculos, problemas cardíacos.

As sequelas da meningite meningocócica, normalmente, surgem quando o tratamento não é feito de forma adequada ou quando é iniciado muito tarde.

Medidas de prevenção 

Para prevenir a transmissão da doença, que pode ser passada de pessoa a pessoa por meio de gotículas, é importante tomar algumas medidas como:

Evitar aglomeração;

Manter locais arejados, ventilados e sempre que possível ensolarados;

Manter higiene pessoal e de utensílios;

Lavar as mãos com água e sabão várias vezes ao dia;

Ao visitar bebês, lavar as mãos e usar álcool 70%;

Não visitar bebês se estiver resfriado ou com febre;

Manter a caderneta de vacinação em dia.




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