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Santa Catarina

Estado registra recorde histórico de doação de órgãos

Recorde histórico de 43 procedimentos em um mês foi registrado em setembro

Foto: Reprodução

Pela primeira vez, o Estado registrou mais de 40 doações efetivas em 30 dias. O recorde histórico de 43 procedimentos foi registrado em setembro. É o melhor desempenho nos quase 20 anos do SC Transplantes, unidade vinculada à Superintendência de Serviços Especializados e Regulação da Secretaria de Estado da Saúde.
Com o resultado, Santa Catarina alcançou, em setembro, a taxa de 74 doações por milhão de população (pmp) - no país a média em 2018 foi de 17. O estado tem registrado bons desempenhos neste ano. Coordenador estadual da SC Transplantes, Joel de Andrade lembra que foi registrado o melhor fevereiro da história, com 24 doações efetivas, e o melhor mês de julho, com 34 doações. Até setembro foram mais de 900 transplantes em Santa Catarina. 
"Em setembro foi a primeira vez que rompemos a barreira das 40 doações em todos os anos de trabalho e a quinta vez que ultrapassamos o número de 30 em um único mês", reforça Andrade. Os melhores desempenhos da SC Transplantes foram registrados nos últimos dois anos: em dezembro de 2017 (38 doações), julho de 2019 (34), outubro de 2018 (32) e novembro de 2018 (31).
Andrade destaca ainda a importância de iniciativas do poder público, como a disponibilização de uma aeronave de uso exclusivo do governador para o transporte de órgãos e tecidos. "Isso tem facilitado muito a logística do transplante de órgãos. Essa iniciativa valida para toda a sociedade esse processo e facilita a tomada de decisões em relação à doação", finaliza.

Quero ser doador de órgãos. O que fazer?
Se você quer ser doador de órgãos, primeiramente avise a sua família.
Os principais passos para doar órgãos são:
Para ser um doador, basta conversar com sua família sobre o seu desejo de ser doador e deixar claro que eles, seus familiares, devem autorizar a doação de órgãos.
No Brasil, a doação de órgãos só será feita após a autorização familiar. Pela legislação brasileira, não há como garantir efetivamente a vontade do doador, no entanto, observa-se que, na grande maioria dos casos, quando a família tem conhecimento do desejo de doar do parente falecido, esse desejo é respeitado. Por isso a informação e o diálogo são absolutamente fundamentais, essenciais e necessários. Essa é a modalidade de consentimento que mais se adapta à realidade brasileira. A previsão legal concede maior segurança aos envolvidos, tanto para o doador quanto para o receptor e para os serviços de transplantes.
A vontade do doador, expressamente registrada, também pode ser aceita, caso haja decisão judicial nesse sentido. Em razão disso tudo, orienta-se que a pessoa que deseja ser doador de órgãos e tecidos comunique sua vontade aos seus familiares. Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada estado e controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT).



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