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Cras fechado, prédio depredado

Desde o final do ano passado, os próprios moradores do loteamento Jardim Santa Cruz têm destruído o prédio que deve ser doado à comunidade

Antigo Cras, que abrigou serviços sociais, se tornou ponto frequente de vandalismo
Foto: EDINEI WASSOASKI

 Mal a reportagem do CN chega no prédio, onde um dia funcionou o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) no loteamento Jardim Santa Cruz, em Canoinhas, uma moradora corre pra avisar que o prédio, que tem os portões arrebentados, está com as portas abertas. Com medo de passar por ladra, vai logo avisando que retirou uma geladeira e um fogão a gás de dentro do prédio porque senão, segundo ela, os eletrodomésticos seriam destruídos. “Se a prefeitura me pedir, devolvo”, afirma.

A reportagem já tinha sido alertada do pulgueiro que virou o local. O termo não é eufemismo. As pulgas pulam nas pernas de quem entra no prédio. O cheiro é forte, há muita bagunça e depredação. Segundo os moradores, desde que a prefeitura abandonou o local, a bagunça é diária. A mesma moradora, que salvou os eletrodomésticos da depredação, mantém as luzes do prédio acesas. “Assim, eles (os vândalos) pensam que tem gente e não entram”, explica.
 
ABANDONO
O prédio foi abandonado pela prefeitura no final do ano passado. Segundo a secretária municipal de Bem-Estar Social, Angela Soares, o motivo foi a construção de um espaço mais amplo ao lado do Lar do Idoso, na rua Saulo de Carvalho, no Jardim Esperança. O local, segundo ela, é mais estratégico, do ponto de vista geográfico. Abrange todo o Jardim, Cohab 1, Industrial, Alto do Frigorífico e Sossego.
Sobre o destino do prédio abandonado, ela afirma que ele deve ser doado a Associação de Moradores do loteamento, que deve usar o espaço para desenvolver programas sociais.
Angela explica que projeto de lei que permite a cessão de uso já foi encaminhado à Câmara de Vereadores e deve ser votado nos próximos dias. 
Ela confirma que a moradora que retirou eletrodomésticos do prédio avisou a Secretaria.
 
DONO
Inaugurado em agosto de 1998, o prédio onde funcionou o Cras era uma reivindicação antiga da Associação de Moradores que, depois de muita luta política, uniu recursos dos Governos federal e estadual e, por meio da Cohab/SC, conseguiu ver o empreendimento consolidado. Faltava, no entanto, contrapartida. Prefeito à época, Orlando Krautler ofereceu a contrapartida desde que o município também pudesse usar a estrutura. Assim se fez. A Associação, em período de grande atuação, chegou a oferecer cursos profissionalizantes no local, depois veio o Cras e a prefeitura assumiu de vez a estrutura. Agora, só impera entulhos e mau cheiro.
 

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