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Região tem trabalhador menos escolarizado de SC

Levantamento inédito feito pela Fiesc mostra que apenas 42% dos trabalhadores da indústria regional têm Ensino Médio completo

Apenas 42% dos trabalhadores da indústria regional têm Ensino Médio completo
Foto: Divulgação

O percentual de trabalhadores na indústria com escolaridade básica completa é menor em Santa Catarina do que no Brasil.

E se a situação já é crítica no Estado, pior na região de Canoinhas. 
De acordo com dossiê feito pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), 53% dos profissionais em atividades industriais no Estado completaram a educação básica (Ensino Fundamental e Médio). O índice catarinense é menor que o brasileiro (55%) e do estado vizinho do Paraná (54%). A média da região Sul é de 52%.
No Centro-Norte, que compreende as cidades de Canoinhas, Bela Vista do Toldo, Três Barras, Irineópolis, Porto União, Major Vieira e Timbó Grande está o pior índice do Estado: 42% dos colaboradores da indústria têm educação básica completa.
Esse índice é puxado para baixo por causa da situação crítica de municípios como Timbó Grande (31%) e Matos Costa (20%). Canoinhas tem 48% da mão de obra industrial com ensino básico completo. Três Barras, cidade que comporta a multinacional MWV Rigesa e a Mili, tem 70% da mão de obra industrial com ensino básico completo. Boa parte desses trabalhadores, no entanto, vem de outras cidades, como da própria Canoinhas, por exemplo.
No Planalto Norte, que compreende as cidades de Itaiópolis, Mafra, Monte Castelo, Papanduva e São Bento do Sul a situação melhora um pouco: 51% dos colaboradores da indústria têm educação básica completa. A melhor situação está na região Norte/Nordeste do Estado, onde 65% dos trabalhadores da indústria têm educação básica completa.
A explicação pode estar justamente na oferta de empregos.
A demanda por profissionais na indústria é tão alta que recrutadores tiveram de descer a régua de exigências.
Este fenômeno já havia sido apontado por reportagem do CN quando saíram os dados do Cadastro Geral de Empregos (Caged) relativo a 2013. Recrutadores relataram que têm aceitado candidatos menos escolarizados por simples falta de mão de obra qualificada.
POUCO 
INDUSTRIALIZADA 
A líder do Movimento Indústria pela Educação, da Fiesc, Leocádia Maccagnan, acredita que a baixa escolaridade no Centro-Norte, pode ser resultado do fato de a região ser uma das menos industrializadas do Estado. “Os jovens partem cedo para o mercado de trabalho por necessidade financeira e aí abandonam os estudos”, explica.
Para o prefeito de Canoinhas, Beto Faria (PMDB), as indústrias da região estão muito bem servidas de mão de obra qualificada. Ele frisa ainda que Três Barras atingiu a marca de 70% de mão de obra escolarizada por causa da população canoinhense. “Das três empresas que mais exigem mão de obra qualificada na região – Mili, Rigesa e CIA –, duas estão em Três Barras. Se forem ver quantos dos funcionários delas são de Canoinhas, mais da metade é de Canoinhas”, explica.
O prefeito lembra, no entanto, que o Instituto Federal (IFSC), aliado a escolas técnicas como o Dama, Senai e Senac, demonstra a preocupação do Município em qualificar mão de obra.
O dossiê que relaciona os dados de educação com a atividade industrial foi entregue pelo presidente da Fiesc, Glauco Côrte, ao secretário de Educação de SC, Eduardo Deschamps na segunda-feira, 5. “Estamos convencidos de que este trabalho tem aberto várias portas. A educação passou a ser fator de consenso e poucas ações existem neste sentido. Por isso, é importante trabalharmos juntos”, afirmou Côrte durante o encontro.
 

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