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Brasileiros conhecem ancestrais africanos a partir de teste de DNA

DOCUMENTÁRIO BRASIL: DNA ÁFRICA

Brasil: Dna África é uma iniciativa sensível e de extrema importância para o povo brasileiro.

A escravidão representou uma ruptura para os cerca de 12,5 milhões de africanos trazidos à força para as Américas entre os séculos XVI e XIX, 46% deles para o Brasil.

O desconhecimento sobre as etnias ancestrais, locais de origem e a imposição de nomes católicos aos africanos escravizados desconectaram África e Brasil. Os afro-brasileiros são, ainda hoje, identificados como filhos e descendentes de escravos, quando, na verdade, são filhos e descendentes de africanos.

A série Brasil: DNA África se propõe a colaborar no processo de resgate da origem de parte dos brasileiros ao contar a história de cinco cidadãos comuns que se submetem a um teste de DNA e descobrem suas origens na África.

Selecionados entre 150 pessoas que fizeram o exame nos cinco estados que mais receberam africanos escravizados (Bahia, Rio de Janeiro, Maranhão, Minas Gerais e Pernambuco), o baiano Zulu Araújo, a carioca Juliana Luna, o maranhense Raimundo Garrone, o mineiro Sérgio Pererê e o pernambucano Levi Lima embarcam numa jornada de autoconhecimento ao visitar os cinco países africanos de onde seus antepassados foram trazidos como escravos para o Brasil.

Ao longo de 10 semanas de filmagens em cinco estados brasileiros e cinco países africanos, a equipe do Brasil: DNA África registrou a emoção dos personagens ao encontrarem africanos de suas etnias.

Zulu saiu de Salvador para uma pequena comunidade tikar no interior da República do Cameroun. Do Rio de Janeiro para Lagos e Ilê Ifé, Juliana cruzou o Portão do Não Retorno, o portal que os iorubanos capturados na Nigéria atravessavam antes de serem embarcados para as Américas.

Em Bissau, Raimundo vivenciou as dificuldades que os conterrâneos da Guiné-Bissau ainda enfrentam depois de séculos de colonização portuguesa. O músico Pererê identificou em Angola a musicalidade do povo Mbundu em seu trabalho artístico. Em Moçambique, Levi se reconectou ao passado ao encontrar os makuas no norte do país.

Imagens






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