Amanhã entidade realiza almoço com sorteio de prêmios para os doadores

Gracieli Polak

CANOINHAS
“Quando vi aquela mulher morrendo por falta de doação de sangue, prometi abraçar essa causa e não deixar mais ninguém padecer por isso”, fala Orestes Golanovski, ao relembrar mais uma vez o surgimento da Associação dos Doadores de Sangue da Região de Canoinhas (Adosarec). Na quarta-feira, 25 de novembro, Dia Mundial do Doador de Sangue, chapeuzinhos e balões coloridos na sede da associação indicavam a comemoração dos 18 anos da entidade responsável por tornar Canoinhas a Capital Nacional da Doação de Sangue.
Hoje com mais de quatro mil associados, a entidade comemora a mudança de cultura implantada na região com a valorização da doação voluntária de sangue e ajuda ao próximo, apoiadas desde o início do antigo quadro de doadores do Hospital Santa Cruz, idealizado em 1967 por Golanovski. Maior doador de sangue do mundo, reconhecido pelo livro dos recordes, o Guiness Book, o entusiasta chegou a fazer uma doação em um picadeiro de um circo em Canoinhas, apenas para popularizar o ato e destruir a crença e os mitos em torno da doação. Hoje beirando os 70 anos, ele ajuda de outras formas. “Não deixam mais que eu doe. Acho que não teria problemas, mas eles falam que agora eu poderia ser prejudicado, o que não me impede de algum dia, em alguma ocasião especial, doar mais uma vez”, revela o fundador da Adosarec.
Se depender de uma situação de necessidade, provavelmente Golanoski não precisará mais oferecer o braço para que o sangue seja retirado. Hoje, aos 18 anos de idade, muitos jovens buscam a Associação, baseados nos exemplos que tiveram em casa. “Mudou a cultura. O doador foi valorizado”, defende.
COMPRE PASTEL
Enfrentando menos dificuldades financeiras que em outras épocas, a entidade encontrou uma solução criativa e saborosa para custear seus gastos: toda quarta-feira o lanche da tarde de centenas de pessoas é o pastel feito pelas voluntárias. Cerca de mil produtos são comercializados, de acordo com Cláudia Koval. Segundo ela, hoje a Adosarec sobrevive basicamente com a venda do petisco, com uma doação mensal da Rigesa e das doações debitadas nas contas de luz.
Amanhã, para comemorar os 18 anos da entidade, a entidade promove o tradicional almoço de confraternização para doadores e suas famílias, na Firma. Prêmios serão distribuídos aos participantes e, durante a festa será escolhida a Rainha dos 18 anos da Adosarec.