Lei foi aprovada com duas emendas polêmicas
CANOINHAS ? A Câmara dos Vereadores de Canoinhas se reuniu em sessão extraordinária na noite de quarta-feira, 17, a fim de votar um dos projetos de Lei mais polêmicos que desembarcou na Câmara no ano passado. A Lei que regulamenta as atividades médicas no serviço público foi aprovado em segunda votação por unanimidade, mas com duas emendas polêmicas.
A primeira concede os mesmos direitos dos médicos aos dentistas. Esses direitos, que foram acordados entre o prefeito Leoberto Weinert (PMDB) e os médicos que prestam serviço à prefeitura, a fim de evitar uma greve, contemplam a redução da carga horária de 20 para 10 horas semanais, com aumento de salário de R$ 1,3 mil para R$ 1,67 mil mensais. A única exigência da prefeitura é que os médicos batam cartão-ponto, o que foi acordado com o Ministério Público e provocou protesto dos médicos.
A segunda e mais polêmica emenda, concede 90 dias ao Executivo para que elabore uma planilha de aumento de salário a todo o funcionalismo, de acordo com cada uma das categorias profissionais e seus respectivos pisos salariais. Junto dessa planilha, o Executivo deve mandar um estudo de impacto orçamentário para os edis.
O vereador Beto Faria (PMDB) frisou que o objetivo da aprovação do projeto é não deixar a população sem médico.
Em março deve acontecer um concurso para admissão de novos médicos.
AUMENTO IMPROVÁVEL
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