Advogada do jovem que teria sido espancado por policiais ingressou com dois pedidos de ações na Justiça

Edinei Wassoaski

CANOINHAS

 

A conclusão do Inquérito Policial que apurava denúncia de agressão por parte de quatro soldados do 3.º BPM contra Adoniran Borba Fernandes, 21 anos, em janeiro passado, em Canoinhas, não isenta os soldados de possíveis processos. É o que garante a advogada de Adoniran, Dominique Gurtinski Borba Fernandes.

O Inquérito da Polícia Militar  foi encaminhado a Auditoria da Polícia Militar de Florianópolis, que terá a incumbência de oferecer denúncia contra os policiais ou solicitar o arquivamento dos autos, caso concorde com as conclusões do presidente do inquérito, tenente Cristopher Frohener, que entendeu não haver indícios de culpa dos policiais.

Dominique explica que existem duas espécies de ações ? uma na Justiça Comum e outra na Justiça Militar ?, mas as duas dependem do recebimento do juiz para serem iniciadas.

O pedido de ação penal na Justiça Comum foi oferecido pela advogada na semana passada. O promotor de Justiça pode aditar a queixa, oferecer denúncia substitutiva ao juiz, ou opinar pelo arquivamento do pedido.

Já na Justiça Militar, o próprio 3.° BPM, por meio do inquérito concluído por Frohener, encaminhou os autos à Capital. Para acelerar o trâmite, Dominique ofereceu notícia-crime ao Ministério Público titular da ação penal militar, informando a ocorrência do possível delito.

 

POLICIAIS VOLTAM ÀS RUAS

 

Com a conclusão do inquérito instaurado no 3.° BPM, os quatro policiais que cumpriam serviços administrativos voltam às ruas. Eles são acusados de espancar e torturar Adoniran na sede da Delegacia de Polícia Civil na madrugada de 21 de janeiro deste ano. O rapaz teria sido flagrado urinando na porta de um banco. Ele teria enfrentado os policiais e dado um soco no rosto de um deles, o que teria provocado a reação. Adoniran é filho do ex-deputado falecido Neuzildo Borba Fernandes.