Busca aos suspeitos levou a prisão de acusado de espancar rapaz que morreu dias depois do crime

Edinei Wassoaski CANOINHAS Na noite de quinta-feira, 6, na localidade de Caraguatá, José Kutas, 47 anos, foi baleado com um tiro na perna direita depois de resistir a um assalto. Ele estava estacionando o carro na garagem quando foi abordado por dois homens armados. Kutas estava com o filho que havia acabado de apanhar na escola. Segundo ele, os homens desceram de um Ômega branco e anunciaram o assalto pedindo as chaves do carro. Outros dois homens teriam ficado no carro. Foi quando Kutas conseguiu pular o muro, levando o tiro na perna. Assustada, a quadrilha fugiu no Omega sem levar anda. Logo pela manhã de sexta-feira, 7, o veículo usado na tentativa de furto foi localizado na casa de Fábio Lorena, 18 anos, no bairro Campo d?Água Verde. Lorena fugiu no Ômega em alta velocidade assim que avistou os policiais. Na entrada da SC-477, que liga Canoinhas a Major Vieira, Lorena conseguiu furar um bloqueio policial. Pouco antes de chegar a Major Vieira, houve troca de tiros entre policiais e o motorista do Ômega que conseguiu embrenhar-se em um matagal e não foi mais visto. Na mesma manhã, dois homens suspeitos de participar da tentativa de assalto foram presos no bairro São Cristóvão, em Três Barras. A prisão foi motivada por um alerta da Polícia de Campo do Tenente-PR, que informou que um furto ocorrido no interior da cidade paranaense havia sido cometido por ocupantes de um veículo Fiat Brava, placas LOA-6067. O carro foi localizado na rua José Nunes Cavalheiro. Um rapaz de 24 anos e outro homem de 49 anos foram detidos com vários objetos suspeitos. Segundo a Polícia, eles são investigados por suspeita de participação em vários outros furtos. Ontem, a Polícia descartou a possibilidade de a dupla estar envolvida no assalto em Caraguatá. Antes disso, na terça-feira, 11, a Justiça aceitou o pedido de relaxamento de prisão e a dupla foi solta. SUSPEITO É ACUSADO DE LATROCÍNIO O motorista do Ômega se apresentou a Polícia na quarta-feira, 12. Lorena negou participação na tentativa de assalto, mas segundo a Polícia, Kutas o teria reconhecido como um dos assaltantes na manhã de ontem. Lorena diz não conhecer nenhum dos suspeitos. Ele acabou preso porque é suspeito de outro crime. Em junho desse ano ele teria espancado junto com outro suspeito, Eleandro de Campos, Claudinei Gonçalves Padilha, 21 anos. Dias depois, Padilha morreu na UTI do Hospital Maicé, de Caçador, em decorrência dos ferimentos. Campos segue foragido. De acordo com testemunhas, os três bebiam juntos em um bar próximo da Loja Breithaupt. Eles teriam saído juntos do bar e, no caminho, a dupla teria agredido Padilha com uma garrafa que teriam levado do bar, roubando ainda R$ 100 em dinheiro e uma corrente de prata do rapaz. Baseado no inquérito policial, o juiz da Vara Criminal de Canoinhas, Dr. Reny Baptista Neto, havia emitido mandado de prisão preventiva contra Lorena e Campos um dia antes dele ter se apresentado à Polícia. Lorena foi levado ontem ao Presídio Regional de Mafra. Ainda ontem, sua advogada entrou com pedido de revogação de prisão preventiva, alegando que o rapaz não tem antecedente criminal e possui residência fixa.