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El Niño promete chuvas intensas nos próximos meses

Fenômeno pode prejudicar trigo; demais culturas podem ser beneficiadas

Isabel Bayerl

Gracieli Polak

CANOINHAS
O mês de julho, que teve chuvas acima da média nos municípios da região, deve ser parâmetro para os próximos meses. As cheias nos rios e o elevado índice de umidade no ar no campo, entre outros problemas, começam a preocupar produtores que investiram em culturas de inverno, como o trigo.
De acordo com o engenheiro agrônomo Idimar Cenci, a área plantada com o cereal na região é semelhante a do ano anterior e, se for comprovada a previsão do trimestre chuvoso, os agricultores precisam se preparar para enfrentar problemas nas lavouras. “Se aumenta a ocorrência da chuva e o clima fica mais úmido, aumenta também a pressão de doenças sobre a cultura”, explica. Segundo Cenci, até o momento, não houve prejuízos financeiros às plantações da região, mas a umidade dificulta a limpa do trigo, assim como a entrada nas plantações, muitas delas com formação de poças de água. “O produtor precisa estar antenado para realizar aplicações preventivas na lavoura. Uma série de problemas surge por causa das chuvas e, depois de instaladas, as doenças dificilmente são combatidas”, alerta. E a previsão não é animadora para quem investiu na cultura.
DIAS CHUVOSOS
Segundo o meteorologista do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Ciram), Rosandro Minuzzi, a previsão é de que os próximos meses também tenham chuvas acima da média na região. De acordo com Minuzzi, a tendência é de que o fenômeno climático El Niño, que está em um momento de fraca intensidade no Estado, chegue a um estágio ao menos moderado e provoque uma reviravolta no clima. “A tendência é que primavera e verão sejam estações bastante úmidas e que o nível de chuva seja elevado durante os meses de setembro e outubro. Em agosto, a média é normal, mas alternada com períodos de frio intenso e formação de geada”, diz.
ENCHENTE?
Para o meteorologista, a possibilidade de enchente no Estado não está descartada, mas este não é um fenômeno que pode ser previsto. “Cerca de 280 a 360 mm estão previstos para os dois meses, setembro e outubro, com 13 a 22 dias de chuva nesse intervalo. Se estas chuvas forem bem distribuídas, não deverá haver inundação. Não é o volume de chuva, e sim a distribuição delas, que determina a cheia”, explica.
A previsão feita pelo órgão estipula que em agosto o volume de chuvas chegue a 130 mm e varie entre quatro e oito os dias considerados chuvosos.





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