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Foi dada a largada

A charge dessa semana ilustra o presente editorial.

Jefferson Dubena

 

 

A charge dessa semana ilustra o presente editorial. Numa semana marcada pela ressaca das convenções que nomearam os candidatos ao próximo pleito, não se tem muito a falar sobre a corrida eleitoral, pelo menos de oficial, salvo os sempre rentáveis buxixos e ti-ti-tis que fazem a alegria de comentaristas, jornalistas e pseudojornalistas. Numa avaliação profícua e prática, podemos dizer que os quatro candidatos a prefeito em Canoinhas, por exemplo, obviamente que ditam os rumos dessa eleição. Mas como se caracterizará o presente pleito? Será a eleição da baixaria, como a última, quando cartas anônimas amanheceram misteriosamente debaixo de portas estratégicas e revistinhas nada elogiosas pousaram sobre mãos não menos estratégicas?

É bem possível, no entanto, o que podemos dizer de momento, é que essas eleições são a das separações. Tão dolorosa quanto uma separação conjugal, foi para o PP a dissidência de nada mais que seis partidos do apoio ao seu candidato, João Rosa Müller. O PSDB e os cinco partidos menores de Canoinhas se baldearam para o lado do PMDB do dia para a noite, restando para o PP a candidatura pura, já que o PFL não abriu mão da cabeça de chapa, lançando assim, Valdir Ecker como candidato e o PT não quis nem ouvir falar de outro candidato a prefeito a não ser do seu candidato oficial Sérgio Moreira. Como Leoberto Weinert é o único candidato que representa uma coligação (PMDB, PSDB e o G-5), podemos dizer que essa é a campanha dos separados. Durante os últimos meses foram tantos os comentários sobre coligações e no frigir dos ovos a tônica foi mesmo das chapas puras.

Que lição tiramos disso?

Além da que políticos não são de todo confiáveis (que novidade?!!), podemos dizer que o fato de não haverem acordos direciona essas eleições para um patamar interessante. O fato de existirem poucos acordos, acirra a disputa. Se o jogo dos ?podres? políticos começar, não creio que o povo perca com isso. Muito pelo contrário, quem não gostaria de conhecer os candidatos além do discurso e dos comícios?

Se para isso, devemos ouvir os adversários, então ouviremos, mas com um diferencial que deve ser a tônica do comportamento do eleitor para qualquer pleito ? saber discernir entre o que é certo e o que é errado, o que parece ser tão difícil. Não nos deixemos enganar por quem pretende tumultuar uma eleição para queimar o circo dos outros, enquanto empurra a sua própria sujeira para debaixo do tapete. Vamos ouvir, apurar e julgar, porque essa é a função do eleitor. Não vamos dar um aval para administrar nossas cidades para alguém só porque esse alguém denunciou fatos obscuros da vida de seu adversário. Vamos sim, apurar os fatos e a credibilidade do denunciante, já que, muitas vezes, em uma eleição, principalmente na reta final, o jogo do vale tudo parece ser a única solução para quem vai mal das pernas. Fiquem de olho.







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