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Artigo

Isabel Bayerl

KAMIKAZES DA POLÍTICA MAFRENSE E A SÉTIMA PROFECIA

 
No filme A Sétima Profecia, a personagem Abby Quinn (Demi Moore), uma jovem mulher americana, tem razão para temer pelo fim do mundo, já que o desenrolar dos eventos pode significar desgraça para o filho dela, que ainda não nasceu. Abby está determinada a fazer qualquer coisa para evitar o fim do mundo, inclusive dar sua vida, pois este foi o desafio que lhe fez o andarilho. Nos sonhos, um centurião pergunta “alguém daria a vida por Ele?” (uma referência a Jesus). No final do filme, Quinn diz que sim, salva o mundo e seu filho, optando em morrer para salvar a humanidade. Assim foi a votação do impeachment do prefeito de Mafra no caso “Aruba” pelos vereadores mafrenses. Quem votou contra o impeachment está dando, a exemplo de Abbi Quinn, a opção em morrer por alguém (prefeito), não biológica, mas politicamente, pois diante das circunstâncias, além de estar em jogo os argumentos jurídicos, entra em cena a moralidade política, o descaso com o patrimônio público, a exemplo das manifestações de populares sobre as condições péssimas das estradas e pontes do interior de Mafra (vide manifestação na Câmara por cidadãos da comunidade do Brito). E por que kamikazes?
Para quem não lembra ou nunca estudou, kamikazes foram jovens pilotos japoneses que deram suas vidas em nome da pátria e do imperador japonês na 2.ª Guerra Mundial, levando seus aviões em direção aos navios inimigos (morte certa). Kamizakes da política mafrense lançam seus mandatos (aviões) em nome de uma causa perdida. Nesse sentido, uma bancada situacionista e híbrida no cenário político local é obrigada a blasfemar pelos cotovelos, abrindo a guarda, em vez de atingir os adversários. A mesma se fragiliza, em vez de fragilizar os adversários. Briga com a bala, em vez de atirar para matar. O exército situacionista, não é de seguidores fundamentalistas, mas de kamikazes. O que esperar deles senão o suicídio político?
São tantas as perguntas que talvez a base situacionista (oculta e a real)  na Câmara esteja certa: o melhor é nem dar respostas. E não adianta aplaudir “obras de maquiagem” na cidade, aprovar projetos oriundos do Executivo que agrade apenas a um segmento da sociedade mafrense, em detrimento de quem mais precisa.
A votação da CPI do “britador” (quando os ‘iluminados’ do Judiciário – TJ – assim decidirem) determinará a redenção de alguns vereadores que sofrerão com a pressão das forças “ocultas” mas que serão reconhecidos pelos eleitores face a coragem no front de batalha ético e moral e, com as armas nas mãos, lutando por uma cidade que implora por novos tempos, exigirá deles um sacrifício árduo, cuja recompensa serão os aplausos de quem vislumbra um cenário de mudanças. Parece pouco, mas quem tem princípios, idoneidade moral, não custa exercitar o que é óbvio. E, mais do que isso, ter moral para falar com garbo para os filhos. Como este artigo começou com a citação de um filme, recomendo aos edis assistirem o filme O Clube do Imperador e refletirem sobre a cena em que uma criança descobre o tipo de político que  é o pai. Do filme, deixo a seguinte mensagem  através de um conselho de Aristófanes citado num dos empolgantes diálogos do filme: "A juventude envelhece, a imaturidade é superada, a ignorância pode ser educada e a embriaguez passa, mas a estupidez dura para sempre. Infelizmente, há um paredão entre cultura e política em Mafra. Como o tempo passa, logo teremos eleições municipais. Se não mudarem a postura e se continuarem agindo dessa forma, nossos vereadores, mais divididos do que nunca na votação das CPIs, estarão no caminho do precipício. A fogueira da vaidade quanto aos interesses pessoais pelos vereadores mafrenses está nos deixando num vácuo de lideranças preocupantes. O desfile desse festival de vaidades frente à sociedade mafrense, com certeza,  levará  todos à vala comum. Todos serão enterrados juntos.
Quem viver, verá!
 
Arlindo Costa é professor


 






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