Há 13 anos, a neve transformava Canoinhas e o Planalto Norte em um cenário inesquecível
Na noite de 22 para 23 de julho de 2013, a região viveu um dos fenômenos climáticos mais marcantes de sua história. Além da beleza, a neve também provocou prejuízos, falta de energia e interdições nas rodovias.
Nesta semana, completam-se 13 anos de um dos acontecimentos mais lembrados pelos moradores de Canoinhas e de todo o Planalto Norte catarinense: a grande nevasca de julho de 2013.
Na noite de 22 de julho, o que começou como uma chuva congelada rapidamente se transformou em uma intensa queda de neve. Por volta das 22h30, os flocos já cobriam cidades como Canoinhas, Irineópolis, Papanduva, Monte Castelo, Major Vieira e Porto União. O fenômeno seguiu durante mais de duas horas, deixando telhados, ruas, árvores e campos completamente brancos. Em alguns pontos, a camada de neve chegou a cerca de 15 centímetros.
O espetáculo da natureza encantou moradores e visitantes. Bonecos de neve foram montados, famílias saíram às ruas para registrar o momento e fotografias da cidade coberta de branco rapidamente ganharam repercussão em todo o país. Muitos moradores afirmaram que nunca haviam presenciado um fenômeno semelhante.
Mas nem tudo foi comemoração. O peso da neve provocou o desabamento de telhados, derrubou árvores, causou falta de energia elétrica em diversos bairros e interditou importantes rodovias da região. Também houve prejuízos em propriedades rurais, empresas e estruturas públicas. Em Papanduva, a situação levou o município a decretar situação de emergência.
Segundo registros da época, aquela nevasca foi considerada uma das mais significativas da história recente da região, comparável apenas aos grandes eventos registrados em 1965 e 1912. Pequenas ocorrências de neve também haviam sido registradas em anos anteriores, mas nenhuma com a intensidade observada em 2013.
Treze anos depois, as lembranças continuam vivas na memória dos moradores. As fotos, os vídeos e as histórias daquele inverno rigoroso seguem sendo compartilhados, mantendo viva a recordação de um dia em que o Planalto Norte catarinense amanheceu coberto de branco e entrou para a história.