COP15 em Campo Grande deixa legado de conscientização ambiental

Por Fábiola Sinimbú - Repórter da Agência Brasil*

COP15 em Campo Grande deixa legado de conscientização ambiental

Ao longo de toda a programação da 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), em Campo Grande, encerrada neste domingo (29), a Casa do Homem Pantaneiro recebeu uma agenda paralela de atividades gratuitas abertas ao público: a Conexão sem Fronteiras.

Com o mesmo tema do encontro global, as atividades movimentaram o antigo prédio no Parque das Nações Indígenas, restaurado para estender os debates da conferência para além da Zona Azul destinada aos credenciados.

Apresentação de iniciativas, exposições e atividades educativas despertaram a curiosidade sobre os ciclos e caminhos percorridos pelas espécies que migram através dos biomas brasileiros.

Faz a gente refletir que muitas das aves que a gente tem no nosso território passavam despercebidas. Muitas vezes são aves migratórias que a gente não tinha notado, não tinha essa noção, diz o estudante de agroecologia da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems), Luiz Henrique Kinikinau,

A professora da rede municipal de Campo Grande, Adriana Suzuki, considerou fundamental a recuperação de um espaço público para a finalidade educativa. Embora pratique observação de pássaros, ela pouco sabia da existência de uma conferência das Nações Unidas para conservação de espécies migratórias antes do anúncio de que a capital sul-mato-grossense seria a sede da COP15.