Rose Máximo atua há mais de 23 anos no segmento de saúde auditiva e é Diretora Comercial da Audiomax Pro – Soluções Auditivas. Sua trajetória é marcada pela gestão de centros especializados, pelo relacionamento com pacientes e profissionais da saúde e pela conscientização sobre a importância do cuidado com a audição em todas as fases da vida.
À frente da Audiomax Pro, trabalha para aproximar informação, tecnologia e atendimento humanizado, com foco na prevenção, avaliação, acompanhamento e reabilitação auditiva. A Audiomax Pro atua em Santa Catarina, com presença em Joinville, São Bento do Sul, Itapema, Jaraguá do Sul e região.
Em sua coluna, Rose compartilhará informações e orientações sobre saúde auditiva, prevenção, perda auditiva, zumbido, exames audiológicos, tecnologias auditivas, envelhecimento saudável, qualidade de vida e a importância da audição para as relações e para a vida cotidiana, sempre de forma acessível e próxima da comunidade.
*Rose Máximo* - Diretora Comercial. Audiomax Pro – Soluções Auditivas. (Fotos: Arquivo pessoal da autora)
Nem sempre a perda auditiva começa com a ausência de sons. Pequenas mudanças no comportamento podem ser os primeiros sinais de que algo não vai bem.
Você já percebeu alguém aumentando cada vez mais o volume da televisão, pedindo para repetir uma pergunta ou respondendo algo que não tinha relação com a conversa?
Essas situações podem parecer simples distrações, mas também podem ser sinais de uma dificuldade auditiva que está se desenvolvendo aos poucos.
A [perda auditiva](https://www.who.int/health-topics/hearing-loss) nem sempre acontece de forma repentina. Em muitos casos, ela surge gradualmente, fazendo com que a própria pessoa não perceba as mudanças na maneira como escuta.
É comum ouvir frases como: "Eu escuto, só não entendo o que as pessoas falam" ou "As pessoas estão falando muito baixo ultimamente".
O que muitos não sabem é que a perda auditiva pode comprometer a clareza da fala, mesmo quando a pessoa ainda consegue perceber diversos sons ao seu redor.
*Quando ouvir começa a exigir esforço*
Uma das consequências menos percebidas da dificuldade auditiva é o esforço necessário para acompanhar uma conversa.
Em ambientes com várias pessoas falando ao mesmo tempo, como restaurantes, reuniões ou encontros familiares, compreender as palavras pode se tornar uma tarefa cansativa.
Com o tempo, algumas pessoas passam a evitar essas situações, participam menos das conversas ou preferem ficar em silêncio para não demonstrar que estão com dificuldade.
E aqui existe um ponto importante: nem sempre esse afastamento é percebido como um problema de audição. Muitas vezes, familiares interpretam o comportamento como falta de atenção, distração ou até desinteresse.
*O que a aparência tem a ver com isso?*
Mesmo quando começam a perceber essas dificuldades, algumas pessoas resistem a procurar ajuda por receio de precisar usar um aparelho auditivo.
O medo da aparência, a associação com o envelhecimento e a preocupação com a opinião dos outros ainda fazem parte dessa decisão.
Mas vale uma reflexão: será que as dificuldades para acompanhar uma conversa já não estão chamando mais atenção do que um aparelho auditivo chamaria?
Atualmente, existem tecnologias auditivas discretas, desenvolvidas para auxiliar na compreensão da fala e proporcionar mais conforto em diferentes situações do cotidiano.
Entretanto, antes de pensar em qualquer solução, é fundamental compreender o que está acontecendo com a audição.
*Cuidar da audição é continuar participando da vida*
Ouvir bem vai muito além de perceber sons. É acompanhar uma conversa, compreender uma orientação, participar das decisões e compartilhar momentos com as pessoas que fazem parte da nossa história.
Por isso, reconhecer os primeiros sinais de dificuldade auditiva e buscar uma avaliação profissional é uma atitude importante de cuidado com a saúde e a qualidade de vida.
E deixo uma pergunta para você refletir:
*Quantas situações do seu dia a dia podem estar sendo prejudicadas por uma dificuldade auditiva que você ainda não percebeu?*
No vídeo que acompanha esta coluna, trago uma reflexão sobre como as dificuldades para ouvir podem se tornar mais evidentes na rotina do que o próprio uso de um aparelho auditivo.
*Por Rose Máximo* Diretora Comercial Audiomax Pro – Soluções Auditivas