Em Canoinhas, quatro famílias foram retiradas de suas casas
TRÊS BARRAS/CANOINHAS ? Com a trégua das chuvas na quinta-feira, 24, o rio Canoinhas começou a subir e desabrigou 20 famílias no bairro São Cristóvão, em Três Barras. O rio atingiu a marca de 6,25 metros acima do nível considerado normal e se alargou por um trecho de cerca de um quilômetro.
Onze das 20 famílias, compostas por mais de 60 pessoas, residentes na rua Etelvina Pires, a mais atingida pela enchente, foram abrigadas pela prefeitura de Três Barras em um barracão alugado no bairro Alto do Mussi. As outras nove foram para casa de parentes e amigos.
As famílias que ficaram por terem a estrutura de suas casas mais altas têm de se sair de casa em barcos e correm risco de também ficarem desabrigadas.
Em Canoinhas, quatro famílias ficaram desabrigadas no bairro Água Verde. Elas foram abrigadas pela prefeitura no Ginásio de Esportes Santa Cruz.
FLAGELADOS
Refugiados no abrigo da prefeitura de Três Barras, a família do pintor de parede Silvio Krezinski - ele, a mulher e mais cinco filhos ? está fora de casa desde sexta-feira, 25, quando o Corpo de Bombeiros retirou 20 famílias do bairro São Cristóvão.
A rápida escalada da água invadiu a casa de Silvio pela metade fazendo a família perder aparelhos eletrônicos e roupas. ?O assoalho da minha casa é de madeira, com toda essa água é capaz de apodrecer tudo?, lamenta. Silvio diz ainda que ficou incapacitado de trabalhar já que todo seu material de trabalho ficou submerso pela enchente.
Ruth Martins de Oliveira também se queixa da enchente que ela enfrenta pela quarta vez. ?Perdi roupas e móveis, os bombeiros não me deixaram trazer nada porque senão não teria espaço para os móveis de todo mundo?, se queixa.
O abrigo é uma miscelânea de sofás, colchões, roupas, fogões e gente. Em poucos espaços, as 11 famílias fazem suas refeições, conversam e dormem. A comida é cedida pela prefeitura por meio de sacolões. Há somente um banheiro para todos e a limpeza é de responsabilidade de cada família.
De acordo com informações dos Corpos de Bombeiros de Canoinhas e Três Barras, a expectativa é de que hoje as famílias comecem a voltar para casa, já que o nível da água começou a baixar na terça-feira, 29 e, lentamente, abaixo do nível da maioria das casas atingidas.
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