Servidores exigem o piso assim como conquistaram os médicos que trabalham para o município

CANOINHAS ? Exigência antiga dos servidores públicos municipais se intensificou nos últimos meses com a conquista dos médicos que prestam serviço à prefeitura de equiparação salarial com o piso da categoria.

Protelado pela administração municipal, o assunto é discutido somente na Câmara dos Vereadores que propôs esta semana um projeto de Lei que obriga a prefeitura a estabelecer pisos salariais para todas as categorias profissionais que atuam no serviço público.

Os pisos seriam desde cargos de ensino fundamental até os de cada categoria profissional, destinado aos que possuem ensino superior.

O projeto, que vai a votação na próxima semana, devendo passar com folga na Câmara, é uma forma de pressionar o Executivo a elaborar um Plano de Cargos e Salários. Este Plano é promessa do Executivo desde o ano passado e deve definir os pisos salariais e a evolução de salários de acordo com a troca de função ou tempo de serviço.

O secretário da Administração Argos Burgardt disse ontem que aguarda o projeto de Lei vir da Câmara para se pronunciar a respeito. O secretário adianta, no entanto, que o Plano de Cargos e Salários proposto pelo Executivo já foi analisado pelos servidores que o recusaram. Este plano previa aumento de salário e prêmios em dinheiro de acordo com a produtividade de cada servidor. Burgardt defende o consenso, mas alerta para o fato de que as folhas de pagamento consomem 49% da arrecadação. O limite permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal é de 51%. Com isonomia, esse limite pode estourar e comprometer o Executivo. ?Além disso, a maioria das categorias recebe conforme o piso?, finaliza o secretário.

 

 

OUTRA BRIGA

Embora recebendo o piso, a classe médica que atua no Pronto Atendimento Municipal protestou na semana passada prometendo paralisar caso não houvesse pagamento de férias e 13.º salário por parte da prefeitura, além de reposição.

Na sessão de segunda-feira, 28, vereador Vagner Trautwein (PSDB), que também é médico, afirmou que os médicos que atuam no PA jamais disseram que paralisariam. O anúncio, feito pelo presidente do Sindicato Saulo Sabatini, foi uma decisão unilateral, que nada tem a ver com a classe. ?Ele (Sabatini) nem trabalha no PA?, justifica Trautwein.

O vereador lembrou, no entanto, que existe uma defasagem salarial de dois anos e que a classe vai lutar por esses valores que, segundo ele, o próprio prefeito Leoberto Weinert (PMDB) reconhece.

O contrato dos médicos que atendem no PA foi prorrogado por 30 dias até que o teste seletivo programado para este mês seja realizado e o processo de contratação concluído.