Cuidados simples minimizam ocorrências

Gracieli Polak

CANOINHAS
 
Nem só de gripes e resfriados o arsenal de doenças de inverno é composto. Junto com as frentes frias e o levante de roupas quentes, uma série de doenças já tratadas como comuns pela população vêm à tona e, mesmo atingindo grande parcela da população, podem ser facilmente prevenidas ou controladas, alertam especialistas.
Na onda das complicações típicas da estação, descamações na pele e grande incidência de queda de cabelo motivadas pelos banhos quentes e demorados são problemas que atingem grande parcela da população, assim como as frieiras, que recebem aconchego em sapatos fechados. No meio de problemas corriqueiros, doenças graves, como as coronárias, também ocorrem mais na estação das temperaturas baixas.
Uma pesquisa realizada pelo Instituto do Coração (Incor) comprovou o que muitos observadores atentos já tinham percebido: o número de casos de enfarte no inverno é maior do que o registrado no verão. Segundo a pesquisa, com a temperatura abaixo dos 14° centígrados o número de ataques cardíacos é 30% maior, acompanhado também de crescimento de outros problemas, entre eles acidentes vasculares cerebrais ( derrame cerebrais ), angina do peito  e arritmias cardíacas.
 
CALORZINHO
Pessoas mais vulneráveis, como as que convivem com fatores de risco como colesterol elevado, hipertensão arterial  e os idosos devem ter cuidado elevado com alimentação e exposição a situações que desencadeiem as típicas doenças respiratórias e inflamatórias da estação. De acordo com o Incor, com a temperatura em queda os receptores nervosos da pele sentem o frio e estimulam a liberação de catecolaminas (substâncias que, dentre outros efeitos, contraem os vasos sangüíneos),aumentando a pressão sangüínea, que pode levar a ruptura de placas de gordura no interior das artérias.
 
Para diminuir os riscos, o Instituto recomenda medidas fáceis e prazerosas: agasalhos e bebidas quentes, inclusive uma taça de vinho à noite, além da adoção de uma dieta balanceada.