Localização da Policlínica Municipal prejudica moradores de bairros afastados
Gracieli Polak
CANOINHAS
A transferência da Policlínica de Canoinhas do centro, na rua Major Vieira, para o bairro Campo d?Água Verde, é um desafio para as pessoas que moram longe e não tem meio de transporte para ir até o local. É o que afirma uma jovem, que preferiu não ser identificada. Ela veio de Bela Vista do Toldo para consultar com um médico oftalmologista e, grávida, foi até a clínica de mototáxi.
A transferência, segundo a secretária municipal da saúde, Telma Bley, se deve ao fato de que para continuar no prédio que ocupava, o município teria de pagar aluguel, além de realizar reformas no local, na ordem de R$150 mil. ?Como a prefeitura não pode investir em um imóvel que não seja de sua propriedade, tivemos de procurar um outro espaço para instalar a Policlínica?, afirma Telma.
Ela explica que, como não havia nenhum imóvel no centro com a estrutura necessária que a Policlínica pedia, a única opção foi transferir os atendimentos para a estrutura no Campo d?Água Verde, que era adequada para as diferentes especialidades da Policlínica. Os moradores do Campo aprovam a transferência do local, por facilitar o acesso às consultas, mas os que moram em bairros afastados reclamam da distância e da falta de recursos para chegar ao local.
Jaime de Jesus Bueno, 54 anos, é um dos pacientes que se sentiram prejudicados com a mudança da Policlínica para o bairro Campo d?Água Verde. Ele mora no bairro Aparecida e vai até a clínica de bicicleta, para consultar com seu médico, pelo Programa de Hipertensão e Diabetes. Enquanto espera para ser chamado para a consulta, ele explica que o ambulatório ficou perto para quem mora no Campo, mas distante para o resto das pessoas, o que dificulta o acesso de quem não tem carro. ?O atendimento aqui é bom, o lugar também, mas o que atrapalha é que é isolado do centro. Então eu venho de bicicleta, por que tem de pegar dois ônibus para chegar até aqui, não compensa?, afirma.
Deixe seu comentário