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Valor é R$ 30 milhões maior que o destinado em 2025; Estado também prevê ampliar a compra de alimentos da agricultura familiar para abastecer escolas estaduais.
O Governo de Santa Catarina prevê investir mais de R$ 450 milhões na alimentação escolar em 2026. O anúncio foi destacado nesta quarta-feira (21), Dia Nacional da Alimentação na Escola, com foco na qualidade das refeições oferecidas aos estudantes da rede estadual de ensino.
O valor representa um aumento de R$ 30 milhões em relação a 2025, quando foram destinados R$ 420 milhões à alimentação dos alunos. Segundo o governo estadual, os recursos são utilizados para oferecer refeições nutritivas e variadas, considerando a idade dos estudantes, o tempo que permanecem na escola e as características de cada região.
De acordo com o governador Jorginho Mello, a qualidade da alimentação faz parte dos investimentos necessários para melhorar o desenvolvimento e a aprendizagem dos estudantes. Ele também destacou a ampliação da variedade de alimentos e o uso de produtos cultivados em Santa Catarina.
Mais de 100 nutricionistas participam do planejamento e do acompanhamento das refeições nas escolas estaduais. Os cardápios são elaborados pela Secretaria de Estado da Educação (SED), seguindo as regras do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
A alimentação inclui frutas, verduras, legumes, grãos, proteínas e laticínios. As frutas têm presença garantida nas refeições, enquanto o planejamento também busca reduzir o excesso de sal, açúcar e gorduras, priorizando alimentos frescos ou pouco processados.
Estado prevê R$ 30 milhões para a agricultura familiar
Outro destaque é a compra de alimentos produzidos por agricultores familiares catarinenses. Até o momento, cerca de R$ 28 milhões já foram investidos nesse setor, e a previsão é chegar a aproximadamente R$ 30 milhões em 2026.
Para garantir o fornecimento, a Secretaria de Estado da Educação realizou 11 chamadas públicas, envolvendo 33 cooperativas e produtores rurais individuais.
Em outubro, o Estado também alcançou a meta de destinar 45% dos recursos recebidos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) à compra de produtos da agricultura familiar catarinense.
Entre os alimentos adquiridos estão frutas como pitaias, uvas, morangos e tangerinas, além de verduras, legumes e mel. O pinhão descascado, produzido na região Serrana, também faz parte das compras e é distribuído para estudantes de diferentes regiões do Estado.
A iniciativa busca oferecer alimentos frescos aos alunos e, ao mesmo tempo, fortalecer a economia local e valorizar os produtores rurais.
Escolas incentivam hábitos alimentares saudáveis
Além das refeições, as escolas estaduais desenvolvem atividades de Educação Alimentar e Nutricional para incentivar escolhas mais saudáveis e conscientizar os estudantes sobre saúde, sustentabilidade e desperdício de alimentos.
Segundo o governo estadual, 78,69% das escolas da rede possuem projetos contínuos nessa área.
As hortas escolares também fazem parte das atividades educativas. Por meio do plantio, do cuidado e da colheita, os alunos aprendem sobre a origem dos alimentos e são incentivados a consumir frutas, verduras e legumes.
A proposta é aproximar os estudantes da alimentação saudável desde a infância, mostrando que a merenda escolar vai além de matar a fome: também contribui para o aprendizado, o desenvolvimento e a formação de hábitos que podem ser levados para a vida adulta.
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