SÃO PAULO, SP E RECIFE, PE (FOLHAPRESS) - Três adolescentes foram apreendidos, na quinta-feira (26), sob suspeita de ato infracional análogo a estupro coletivo contra uma menina de 13 anos, em Manaus.

A vítima, conforme a Polícia Civil do Amazonas, foi obrigada a manter relação sexual com os suspeitos, além de sofrer outras agressões físicas. O trio teria filmado a violência e postado em redes sociais.

Os jovens foram representados pela Defensoria Pública na audiência preliminar. A reportagem questionou o órgão por email na manhã deste domingo (29), mas não recebeu reposta.

O Ministério Público do Amazonas também não informou quais serão os próximos passos.

A agressão aconteceu no dia 3 de março, no bairro Jorge Teixeira, na zona leste de Manaus, segundo a polícia.

Os suspeitos, de 13, 14 e 15 anos, foram apreendidos por policiais civis da Deaai (Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais), que cumpriram mandados de busca e apreensão, além de internação provisória.

Conforme o delegado Luiz Rocha, titular da Deaai, as investigações foram iniciadas após o registro do Boletim de Ocorrência. A vítima informou que a agressão aconteceu na casa de um dos suspeitos, de 14 anos, vizinho da adolescente, após ela ir ao local para beber água.

"No momento em que ela entrou na casa, ele a trancou e cometeu o ato infracional. Em seguida, chegaram os outros dois autores, amigos dele, de 13 e 15 anos, que também obrigaram a vítima a manter relação sexual", informou o delegado.

Ele explicou à Folha de S. Paulo que a ação foi oportunista, mediante intimidação e ameaça de agressão. Os adolescentes eram vizinhos de bairro e um deles estudava na mesma escola da vítima. Além disso, um deles possui histórico de ato infracional.

Os apartamentos são do tipo quitinete, parede com parede, na zona leste de Manaus, e os pais do adolescente cuja casa foi utilizada para o cometer o crime haviam saído momentos antes.

De acordo com a polícia, o trio passará por audiência com o Ministério Público do Amazonas e será encaminhado à UIP (Unidade de Internação Provisória), onde ficará à disposição do Juizado da Infância e Juventude Infracional do Tribunal de Justiça do Amazonas.