O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira, 25, que o Brasil tem hoje três grandes desafios: a institucionalidade, a segurança pública e a taxa de juros, que relacionou à situação das contas públicas.
As declarações foram feitas durante jantar de Lula com grandes empresários e executivos em São Paulo, organizado por Esfera, Prerrogativas e Parlatório.
Ao falar das contas do governo e dos juros, o ministro defendeu uma distinção entre as medidas já adotadas pelo governo e o que ainda precisa ser feito. Durigan criticou a situação fiscal deixada pela gestão de Jair Bolsonaro e afirmou que o Orçamento apresentado para 2023 previa um déficit de R$ 63 bilhões.
Na Fazenda, Durigan destacou o papel da inteligência financeira no combate a irregularidades no mercado de fundos e em instituições do sistema financeiro. "Que a gente consiga fazer a lei valer nesse setor", afirmou.
Segundo ele, ao considerar obrigações que não estavam contempladas, como precatórios, pendências com Estados e despesas aprovadas sem fonte de receita, o valor chegava a R$ 189 bilhões. O ministro acrescentou que o governo iniciou um esforço de ajuste já na transição e no primeiro ano do mandato.
Segundo o ministro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentará viabilizar uma reforma do Judiciário no próximo mandato, se reeleito, para ajudar o País. Durigan defendeu que a discussão seja conduzida com cuidado e com a participação de pessoas experientes e interessadas no tema.
Na segurança pública, o ministro afirmou que Lula já apresentou ao Congresso uma proposta para fortalecer as competências da União e ampliar a coordenação de inteligência com Estados e municípios. Mesmo sem a aprovação da mudança constitucional, disse, o governo federal já tem exemplos de atuação nessa área.
Durigan citou a Operação Carbono Oculto como exemplo. Segundo o ministro, a operação mostra como o governo pode atuar na segurança pública e tem ajudado a proteger o mercado de distribuição de combustíveis da atuação de organizações criminosas.