Alagamentos bloqueiam trechos da marginal Tietê e outras vias de São Paulo
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Pontos de alagamento bloquearam trechos da marginal Tietê, em São Paulo, e de vias próximas na manhã deste sábado (12).
Segundo registros do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas) da prefeitura, a capital havia contabilizado 27 ocorrências de inundação desde a madrugada. Treze seguem ativas nesta tarde.
A zona norte registrou nove ocorrências ao longo do período. Duas permanecem ativas, ambas na região de Vila Maria/Vila Guilherme: uma na rua José Bernardo Pinto, bloqueada nos dois sentidos na altura da rua Coronel Marques Ribeiro, e outra na avenida Morvan Dias de Figueiredo, no sentido Ayrton Senna-Castelo Branco, perto da ponte da Vila Guilherme.
Na Casa Verde, foram encerrados por volta das 11h os bloqueios na pista central da Marginal Tietê e na avenida Assis Chateaubriand, ambos no sentido Ayrton Senna-Castelo Branco e na altura da ponte da Casa Verde.
Em Santana, já foram liberados os trechos da pista expressa da Marginal Tietê e da avenida Morvan Dias de Figueiredo, próximos à ponte das Bandeiras, além da avenida Olavo Fontoura, na altura da rua Professor Milton Rodrigues. Os bloqueios terminaram entre 12h37 e 12h46.
ZONA OESTE
A zona oeste concentrou nove ocorrências.
A Lapa tem alagamentos na avenida Marquês de São Vicente, próximo à praça Pascoal Martins, e na pista central da Marginal Tietê, na altura da ponte da Freguesia do Ó.
Outros quatro pontos na região foram liberados: dois nas pistas expressa e central da Marginal Tietê, junto à ponte Attilio Fontana; um no acesso do Cebolão, no sentido Tietê-Pinheiros; e outro na pista local da avenida Presidente Castelo Branco, perto da ponte da Freguesia do Ó.
Em Pinheiros, dois alagamentos estão ativos na avenida das Nações Unidas, no sentido Interlagos-Castelo Branco, próximos às ruas Olívia Feder e Flórida.
No Butantã, há ainda bloqueio na avenida Vital Brasil, no sentido bairro-centro, na altura da avenida Professor Francisco Morato.
CENTRO, ZONAS LESTE, SUL E SUDESTE
No centro, permanece ativo um ponto na avenida Rio Branco, no sentido bairro-centro, próximo à avenida Duque de Caxias.
Na zona leste, a avenida Condessa Elisabeth de Robiano continua com um ponto de alagamento no sentido Castelo Branco-Ayrton Senna, perto da ponte do Tatuapé. Outros dois registros já haviam sido encerrados: um na rua Padre Viegas de Menezes, em Itaquera, e outro na rua Doutor Luiz Ayres, na Penha.
Na zona sul, seguem ativos os bloqueios no viaduto Deputado Luís Eduardo Magalhães, no sentido centro-bairro, e na rua Isabel Schmidt, no sentido bairro-centro. Um terceiro ponto, na avenida Interlagos, havia sido encerrado às 2h29.
Na zona sudeste, há dois pontos ativos no Ipiranga: um na estrada das Lágrimas, na altura do número 4007, e outro na avenida Almirante Delamare, próximo à avenida Michel Saliba.
O primeiro registro ocorreu por volta de 1h49, na avenida Interlagos.
Os demais de atenção estão na avenida Rio Branco, no centro; na avenida Condessa Elisabeth de Robiano e na rua Doutor Luiz Ayres, na zona leste; e no viaduto Deputado Luís Eduardo Magalhães, na zona sul.
As ruas do Jardim Pantanal, no extremo leste da cidade, também ficaram alagadas após o volume de água do rio Tietê aumentar.
VOLUME ACIMA DO ESPERADO
Apesar de a chuva ter dado uma trégua no fim da manhã, o CGE alertava que o solo permanecia encharcado, o que mantinha elevado o risco de novos alagamentos, transbordamentos de rios e córregos e deslizamentos, sobretudo em áreas vulneráveis.
Até as 11h, setembro acumulava 148,1 milímetros de chuva na cidade, volume 124,7% superior aos 66 milímetros esperados para todo o mês. O acumulado foi registrado em apenas dez dias, segundo o CGE.
O estado de São Paulo está sob alerta da Defesa Civil para tempestades severas, acompanhadas de ventos fortes, descargas elétricas e granizo. As regiões de Presidente Prudente, Marília, Itapeva, Registro e parte de Sorocaba concentravam o maior risco, com condições favoráveis até mesmo à formação pontual de tornados.
Um gabinete de crise foi instalado para acompanhar as condições meteorológicas e coordenar o atendimento a eventuais ocorrências.
Na capital e na região metropolitana, a previsão indicava a chegada de novas áreas de instabilidade a partir da tarde. Uma frente fria avançaria em direção ao litoral paulista durante o fim de semana, com possibilidade de chuva generalizada, rajadas superiores a 60 km/h e queda de temperatura.