No Rock in Rio 2026, Cláudia Mauro diz que talento não basta e critica 'panelinhas' na TV
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Cláudia Mauro marcou presença no segundo final de semana do Rock in Rio. Na Cidade do Rock, nesta sexta-feira (11), a atriz afirmou que as chamadas "panelinhas" sempre existiram no meio artístico e disse que o talento, sozinho, não garante espaço na televisão.
"Panelinha sempre teve, em qualquer lugar. A nossa profissão não é só ter talento. Muita gente com talento nunca teve oportunidade à altura do talento", afirmou.
Para ela, o mercado acaba girando em torno de profissionais que já têm espaço consolidado na televisão, enquanto artistas com experiência no teatro e no cinema nem sempre recebem as mesmas oportunidades.
Cláudia, no entanto, reconheceu que também fez parte de um grupo de intérpretes que tinha espaço recorrente nas novelas de Manoel Carlos. "Ele gostava de escrever para determinados atores e atrizes", disse. "Eu fiz parte desse núcleo. Tive essa sorte."
A relação com o autor fez com que ela integrasse várias de suas produções, embora a atriz ressalte que nunca recebeu grandes papéis. "Nunca tive grandes personagens, assim, que eu poderia dizer protagonistas, como eu faço no teatro. Mas tive personagens muito bons."
Cláudia também foi questionada sobre a chamada "turminha" de Glória Perez. Ela disse que nunca se considerou parte do grupo da autora, apesar da proximidade que teve com a atriz Daniela Perez, filha de Glória.
Segundo ela, as duas eram grandes amigas desde a adolescência, quando se conheceram na dança. O apelido de Cláudia, Clô, inclusive, inspirou o nome da primeira personagem interpretada por Daniela.
Após a morte da amiga, Cláudia disse acreditar que Glória Perez teve dificuldade em escrever personagens para ela. As duas só voltaram a trabalhar juntas recentemente, em "Travessia", mais de 30 anos depois da morte de Daniela.
Atualmente longe da televisão, Cláudia Mauro está dedicada ao teatro. Ela segue em cartaz com "A Vida Passou por Aqui", espetáculo que completa dez anos e está em processo de adaptação para o cinema, e prepara a estreia do monólogo "Tempo que Existe em Mim".