O ouro fechou em queda nesta terça-feira, 13, pressionado pela cautela antes de dados de inflação dos Estados Unidos e de novas indicações do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) sobre os juros. Sinais de fraqueza técnica também pesaram, apesar do alívio nos preços do petróleo e no dólar, além da procura por compras nas baixas.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em queda de 0,32%, a US$ 4.177,30 por onça-troy.

Já a prata para o mesmo mês recuou 1,63%, a US$ 59,525 por onça-troy.

Para Peter Grant, estrategista de metais da Zaner Metals, investidores adotam postura de espera antes do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA, dos balanços de grandes bancos e de discursos de dirigentes do Fed. Juros mais altos tendem a reduzir a atratividade do ouro, que não oferece rendimento.

Sharon Ding, do UBS, avalia que boa parte das notícias negativas já está incorporada aos preços, após queda de cerca de 5% do metal desde o início de setembro.

Segundo ela, a menor expectativa de alta dos juros em outubro pode aliviar a pressão, enquanto um recuo sustentado dos rendimentos dos Treasuries favoreceria a recuperação.

Analistas do Saxo Bank destacaram que a fraqueza do dólar, o recuo do petróleo e a valorização dos Treasuries deram suporte ao ouro durante o pregão. O banco identifica resistência próxima de US$ 4.235 por onça.

No campo técnico, Joseph Chai, da RHB Retail Research, vê possibilidade de novo teste do suporte de US$ 4.150, diante da perda de força compradora. O analista aponta resistência imediata em US$ 4.300.

Já Kenny Hu, do Citi Research, observa interesse em compras quando os preços recuam à faixa de US$ 4 mil. Em cenário de reabertura do Estreito de Ormuz e desescalada do conflito entre Arábia Saudita e Houthis até o fim do ano, o banco prevê menor pressão do petróleo sobre os juros e mantém alvo de US$ 4.800 por onça para até três meses.

*Com informações da Dow Jones Newswires