O vice-presidente da República e candidato a vice na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Geraldo Alckmin (PSB), defendeu nesta quinta-feira, 15, a ampliação do crédito e do teto de faturamento do microempreendedor individual (MEI), além da redução da jornada de trabalho. As declarações foram dadas em coletiva antes de um encontro com empresários baianos, em Salvador.
Alckmin afirmou que o teto de faturamento do MEI, de R$ 81 mil, passará a R$ 110 mil e, posteriormente, a R$ 140 mil. Também mencionou perdão de dívidas tributárias, oferta de crédito e a possibilidade de os microempreendedores contratarem dois empregados, em vez de um.
"Nós queremos que o pequeno cresça. Ele, que antes podia contratar um empregado, agora vai poder contratar dois, com um teto mais alto, pra ele poder crescer, empreender mais", disse o vice-presidente.
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Sobre a redução da jornada de trabalho, aprovada na quarta-feira no Senado, o vice-presidente defendeu a aprovação no senado e afirmou que os avanços tecnológicos permitem produzir mais com menos mão de obra. "Então é uma tendência mundial de redução de jornada. Foi uma conquista importante", disse.
Segundo ele, a medida representa uma conquista para os trabalhadores, que poderão dedicar dois dias aos cuidados com a família, à saúde e a outras atividades.
Na área industrial, Alckmin destacou a montadora BYD e o desenvolvimento da cadeia produtiva na Bahia. Também citou a retomada de atividades de empresas dos setores automotivo e de defesa como exemplos da recuperação da indústria brasileira. "Então, a indústria tá renascendo", afirmou. O vice-presidente disse ainda que a reforma tributária ampliará as exportações e os investimentos.