O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou nesta terça-feira, 27, que manter os Ministérios de Infraestrutura separados no próximo mandato do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seria uma decisão mais estratégica, dado o "sucesso" da condução das Pastas durante o atual mandato do petista e o crescimento das pautas de cada setor, o que exigiria uma administração mais focada.
"Entendo que o Ministério de Portos e Aeroportos, por exemplo, ganhou um tamanho e uma importância para as políticas públicas de infraestrutura, que merece ser preservado. Acho, inclusive, que essa deve ser uma pauta não só dos gestores que ajudaram a construir o Ministério de Portos e Aeroportos, mas do setor. Para que portos, aeroportos e hidrovias sejam, de fato, tratados com uma prioridade, com um olhar específico, com uma equipe técnica apropriada e que conheça o setor, para que a gente possa desenvolver o setor", afirmou nesta terça a jornalistas em evento da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), em Brasília (DF).
Ele também afirmou que ainda não teve conversas sobre a possibilidade de continuidade no comando da Pasta. O ministro esteve com toda a equipe de governo e com o presidente em São Paulo (SP), no último domingo, 25, durante a apuração dos votos. Ele participou de um evento do setor privado na noite desta segunda-feira, 26, e retornou hoje para agendas em Brasília. "Ainda não tenho essas informações. Estava em São Paulo ontem, cheguei agora de manhã direto aqui para o evento", disse.
O entendimento do setor de infraestrutura é que, independentemente do modelo de Ministério que devem ter na Esplanada a partir de 2027, o essencial será que um ministro "forte" e capaz de articular maior espaço no Orçamento Discricionário para projetos do setor será crucial para o sucesso de ações estratégicas.