A Eve, subsidiária da Embraer, encerrou o terceiro trimestre de 2026 com prejuízo líquido de US$ 58,1 milhões, alta de 24% ante perdas de US$ 46,9 milhões de igual período de 2025. Segundo a companhia, o aumento do prejuízo deve-se, principalmente, a maiores despesas de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e por um resultado financeiro líquido menor.

A empresa, que ainda não possui receita operacional, registrou despesas de US$ 48,3 milhões com de P&D no terceiro trimestre, comparadas a US$ 44,9 milhões um ano antes, refletindo, entre outros fatores, maior participação de fornecedores, atividades de desenvolvimento do eVTOL e a alocação de recursos de engenharia da Embraer no projeto.

A companhia afirmou ainda que o Master Service Agreement (MSA) com a Embraer é o principal direcionador dos custos de P&D, com a Embraer realizando "diversas atividades críticas" para a Eve.

As despesas de Vendas, Gerais e Administrativas (SG&A) caíram para US$ 6,0 milhões entre julho e setembro, de US$ 7,0 milhões no mesmo período de 2025. A empresa atribuiu o movimento, em grande parte, à redução de serviços terceirizados e outras despesas, apesar da valorização média de cerca de 4% do real ante o dólar no período. A companhia disse que já captura parte das economias e sinergias identificadas com a Embraer.

O consumo total de caixa foi de US$ 55,1 milhões no terceiro trimestre, frente a US$ 60,7 milhões um ano antes. Nos nove primeiros meses de 2026, o consumo de caixa foi de US$ 173,1 milhões. A companhia espera que o consumo de caixa no ano cheio de 2026 fique no piso da faixa indicada pela empresa, de US$ 225 milhões a US$ 275 milhões, citando a captura de sinergias com a Embraer.

Ao fim de setembro a Eve tinha US$ 356,0 milhões em caixa, equivalentes de caixa e investimentos financeiros. A liquidez total, incluindo linhas de crédito não sacadas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), entre outros, somava US$ 470,4 milhões. A empresa reiterou que esses recursos são suficientes para apoiar as operações e os investimentos do programa até 2028.

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado