Novo Nordisk eleva projeções para 2026 com avanço do Wegovy oral
A Novo Nordisk elevou suas projeções para 2026 após apontar melhora nas perspectivas de seus principais medicamentos para obesidade e diabetes, especialmente em mercados fora dos EUA, à medida que avança o lançamento do Wegovy em comprimido.
A empresa informou nesta quarta-feira que agora espera que as vendas ajustadas e o lucro operacional ajustado variem entre queda de 2% e alta de 2% a taxas de câmbio constantes neste ano. Antes, a orientação indicava recuo de até 6% para ambos os indicadores.
No terceiro trimestre, as vendas do Wegovy oral somaram 5,39 bilhões de coroas dinamarquesas (US$ 807,2 milhões), acima dos 4,5 bilhões de coroas esperados por analistas em levantamento da FactSet. A companhia disse que o desempenho inicial do produto fora dos EUA é "encorajador"!, com vendas de 1,22 bilhão de coroas no período.
A Novo vem enfrentando concorrência mais intensa no mercado de perda de peso, com a injeção rival da Eli Lilly reduzindo sua fatia no segmento de injetáveis. Ao mesmo tempo, a exclusividade de patente do ingrediente-chave de Wegovy e Ozempic expirou neste ano em países como Índia, Canadá e Brasil, abrindo espaço para genéricos e maior pressão sobre preços.
Ainda assim, o Wegovy em comprimido - lançado primeiro nos EUA no início do ano - vem ganhando tração e ampliando a presença internacional. Após a estreia nos EUA, o produto passou a ser vendido no Reino Unido, nos Emirados Árabes Unidos e na Alemanha, com lançamentos mais recentes no México, na Espanha, na França e na Polônia. A empresa prevê novas estreias no quarto trimestre e espera estar em mais de 20 mercados em 2027.
No balanço, as vendas ajustadas do grupo cresceram 6% no terceiro trimestre, para 79,2 bilhões de coroas, enquanto o lucro operacional ajustado saltou 34%, para 31,72 bilhões de coroas. Os números superaram as previsões de analistas consultados pela FactSet, que apontavam vendas de 73,65 bilhões de coroas e lucro operacional ajustado de 28,66 bilhões de coroas.
A companhia também anunciou que o CFO Karsten Munk Knudsen, na empresa há 27 anos e no cargo desde 2018, deixará a Novo ao fim do ano para buscar outras oportunidades. Ele será substituído por Luigi La Corte, atual CFO da Galderma. Fonte: Dow Jones Newswires.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado