ArcelorMittal diz que tarifas mais altas da UE sustentam Ebitda, apesar de prejuízo

Por Dow Jones Newswires*

A ArcelorMittal afirmou que a indústria siderúrgica europeia vem se beneficiando das proteções adotadas pela União Europeia, o que ajuda a compensar os atuais preços elevados de energia.

A maior siderúrgica da Europa registrou Ebitda de US$ 2,02 bilhões no terceiro trimestre, cerca de 34% acima do obtido no mesmo período do ano passado.

As entregas de aço plano na Europa aumentaram em relação ao trimestre anterior, contrariando o padrão sazonal típico, segundo a companhia. O movimento refletiu os "primeiros impactos das medidas comerciais reforçadas da UE", informou a ArcelorMittal em comunicado divulgado nesta quinta-feira.

Pelas novas regras que entraram em vigor no verão europeu, importações de fora da União Europeia e de seus parceiros de livre comércio acima do limite de 18,3 milhões de toneladas métricas passam a pagar tarifas de 50%, o dobro da alíquota anterior.

Bruxelas também implementou o mecanismo de ajuste de carbono na fronteira, conhecido como CBAM, que busca reduzir a vantagem competitiva de produtores externos que não estão sujeitos aos limites mais rígidos de emissões de carbono vigentes na Europa.

Essas medidas estão "criando um ambiente operacional mais equilibrado e sustentável para a indústria siderúrgica europeia, apoiando maior utilização de capacidade e maior rentabilidade ao longo do tempo", disse o presidente-executivo da ArcelorMittal, Aditya Mittal. Segundo ele, os benefícios devem aparecer de forma mais completa nos resultados a partir do próximo ano.

A companhia disse que os altos preços de energia, decorrentes do conflito no Oriente Médio que impulsionou as cotações de petróleo e gás neste ano, provocaram um aumento temporário de custos para a produção de aço. Mesmo com esse cenário, a queda do volume importado permitiu que os preços do aço se ajustassem ao novo ambiente, ajudando o setor europeu a obter retorno compatível com seu custo de capital.

A ArcelorMittal afirmou que, com o apoio dessas medidas, retomou a operação de todos os seus altos-fornos na Europa.

"É importante que esse impulso continue, inclusive com novas ações para enfrentar o impacto das importações em setores a jusante intensivos em aço", disse Mittal.

No trimestre, a empresa passou a registrar prejuízo operacional de US$ 131 milhões e prejuízo líquido de US$ 391 milhões, refletindo encargos superiores a US$ 1 bilhão após a interrupção das operações na usina de Kryvyi Rih, na Ucrânia, depois de uma série de ataques com mísseis que matou trabalhadores e causou danos extensos às instalações. O lucro líquido ajustado, por sua vez, subiu na comparação anual, para US$ 868 milhões.

Para os próximos períodos, a ArcelorMittal disse esperar resultados sustentados por aumento da demanda e por uma carteira de oportunidades de alto retorno em mercados considerados atrativos. A empresa prevê que os embarques de aço no segundo semestre do ano superem os do primeiro semestre. Fonte: Dow Jones Newswires.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado