Bernie Sanders e Kamala Harris criticam ações de Trump na Venezuela

Por Paula Laboissière Repórter da Agência Brasil

Bernie Sanders e Kamala Harris criticam ações de Trump na Venezuela

O senador norte-americano Bernie Sanders, do Partido Democrata, e a ex-vice-presidente dos Estados Unidos, a também democrata Kamala Harris, criticaram e condenaram as ações de Trump na Venezuela.

Senador Bernie Sanders - Reuters/Mike Segar/direitos reservados

Em vídeo postado na rede social X, Sanders avaliou que Trump voltou a demonstrar desprezo pela Constituição e pelo Estado de Direito. 

Sejamos claros: o presidente dos Estados Unidos não tem o direito de, unilateralmente, levar o país à guerra, mesmo que seja contra um ditador corrupto e brutal como Nicolás Maduro. Os Estados Unidos não têm o direito, como dito por Trump, de assumir o controle da Venezuela.

Em sua declaração, o senador cobrou do Congresso norte-americano que aprove o quanto antes uma resolução sobre poderes de guerra para acabar com o que se referiu como operação militar ilegal: O ataque de Trump contra a Venezuela não torna os Estados Unidos ou o mundo um lugar mais seguro. 

Pelo contrário, essa violação descarada das leis internacionais dá sinal verde para que qualquer país do mundo que deseje atacar outra nação no intuito de aproveitar seus recursos ou fazer mudanças em seus governos o faça. Essa é a lógica perversa que Putin utilizou para justificar seu ataque brutal à Ucrânia.

Sanders disse ainda que, mesmo antes do ataque militar à Venezuela, Trump e sua administração já haviam demonstrado abertamente o desejo de retomar a chamada Doutrina Monroe, que prega que os Estados Unidos têm o direito de dominar os assuntos do hemisfério. 

Eles falaram abertamente sobre controlar as reservas de petróleo da Venezuela, as maiores do mundo. Não vamos nos enganar: isso é imperialismo de alto nível. Isso relembra períodos sombrios de intervenção norte-americana na América Latina, que deixaram um terrível legado.

É um ato que será e deve ser condenado pelo mundo democrático, concluiu o senador. 

Kamala Harris