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Acordo com Arábia Saudita expõe contradição dos EUA na questão nuclear (Fotos: Agência Brasil)
O acordo de cooperação nuclear anunciado pelos Estados Unidos (EUA) e pela Arábia Saudita, que deve durar décadas e envolveria bilhões de dólares, expõe a contradição da política externa da Casa Branca em relação à questão nuclear. O acordo, que não foi divulgado na íntegra, deve ainda passar por análise do Congresso estadunidense.
A contradição se expressa pelo fato de o governo Donald Trump fechar essa parceria com a monarquia absolutista da Arábia Saudita, abrindo caminho para o que o país enriqueça urânio, ainda que alegue que é para fins pacíficos, logo após começar uma guerra exigindo o fim do enriquecimento de urânio no Irã, ainda que Teerã sustente que o programa não tem objetivos militares.
Depois de críticas de Israel, Trump foi às redes sociais afirmar que a parceria nuclear estaria condicionada à assinatura, pela Arábia Saudita, dos acordos de Abraão, o que colocou em dúvida o futuro do acordo nuclear entre Washington e Riade, a capital do reino árabe.
Promovidos por Trump, os acordos de Abraão obrigam os países árabes a reconhecer Israel independentemente da questão palestina. Os sauditas têm sustentado que apenas assinariam o acordo com garantias para um Estado palestino, o que é rejeitado pelo governo de Benjamin Netanyahu.
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