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Em marcha, indígenas revelam orgulho de erguer faixas e bandeiras (Fotos: Agência Brasil)
Depois de viajar dez dias de ônibus de Tarauacá (AC) a Brasília, a trabalhadora rural Claudia Kaxinawá, de 21 anos, do povo Huni Kuim e moradora da aldeia Mabayá, caminhou animada os quase quatro quilômetros do Acampamento Terra Livre, onde está nesta semana, até a Esplanada dos Ministérios.
Quando chegou ao Congresso Nacional, subiu ao ombro de um amigo para segurar a ponta mais alta de uma bandeira que pedia a proibição da exploração de empresas mineradoras em terras indígenas. Tenho muito orgulho de levar essa bandeira e lutar pelo meu povo. Nós jovens precisamos estar engajados, afirma.
Contra mineração
Na marcha, também segurava a bandeira da Aliança dos Povos pelo Clima a liderança indígena Sara Lima, de 42 anos, do povo pataxó. Ela cobriu as mãos de corante vermelho para denunciar os impactos do projeto da mineradora Belo Sun sobre a Volta Grande do Xingu e territórios tradicionais da região em que vive em Mato Grosso.
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