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Metrô de São Paulo fará campanha sobre violência sexual contra criança (Fotos: Agência Brasil)
Ao longo deste mês, o Instituto Liberta usará estações e vagões de quatro linhas do metrô de São Paulo para aproximar a população de informações sobre violência sexual contra crianças e adolescentes.
A expectativa é de que a campanha Conversas que protegem atinja um público de 17,5 milhões de pessoas entre a próxima segunda-feira (18) até o dia 29.
Materiais impressos com orientações serão distribuídos pela organização nas estações da Luz e República. Serão 20 mil exemplares do Guia Saber Liberta, que instrui pais e cuidadores a abordar o assunto com crianças de até 10 anos de idade.
Para atingir diversos públicos, a linguagem adotada é simples. De modo descomplicado, o instituto explica como os adultos podem conversar sobre seus sentimentos, toques seguros e inseguros, pessoas de confiança e segurança na internet.
Todas as peças contarão com um QR Code direcionando o público ao Guia Saber Liberta.
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Vagões, totens de atendimento e telões das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 4-Amarela transmitirão conteúdos relacionados ao mote da campanha. Além disso, a linha 4 terá os vagões cobertos por adesivos com o conteúdo.
De acordo com dados oficiais, agregados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), e repercutidos pelo Observatório da Criança e do Adolescente, em uma década, a quantidade de notificações de violência sexual mais do que duplicou.
Em 2016, foram 23.407, bem abaixo dos 59.887 de 2025.
No ano passado, o país registrou 9.819 casos em que as vítimas eram crianças de 1 a 4 anos. Essa soma equivale a 16,3% do total. O grupo com mais vítimas foi o de 10 a 14 anos, com 25.409 (42,4%).
Perigos da internet
Muitas mães, pais e responsáveis têm uma dificuldade extra, que é a de compreender o que significam emojis e outros elementos colocados em mensagens nas redes sociais. Entendê-los é fundamental para proteger crianças e adolescentes de predadores sexuais, incluindo os que se passam por alguém da mesma faixa etária.
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Núcleo de Prevenção à Violência Extrema (Nupve), lançou no início deste mês o site Decodificando os Sin@!s.
Ele traz o significado do símbolo, outros parecidos e seu nível de ambiguidade. Também é possível consultar a plataforma para verificar quais são os emojis mais comumente ligados à pedofilia, provavelmente bastante conhecidos entre os agressores, mas estranhos às famílias e até a autoridades competentes para coibir esse tipo de crime.
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