Crimes de Maio: "Foi como uma bomba que caiu em SP", compara professor
Era uma sexta-feira, dia 12 de maio, véspera do final de semana do Dia das Mães. Naquele dia, há exatos 20 anos, diversas rebeliões passaram a ser registradas nos presídios de São Paulo.
Um dia antes, a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) havia decidido transferir 765 presos para a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, uma unidade de segurança máxima no interior paulista. Entre os presos estava Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, considerado o líder da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
E foi essa megatransferência que fez os presos darem o salve para os ataques, lembra o jornalista e professor Bruno Paes Manso, pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da Universidade de São Paulo (USP).
A ofensiva começou com rebeliões de presos em 74 penitenciárias do estado e, logo depois, chegou às ruas, quando viaturas, delegacias de polícia, prédios públicos e agentes policiais passaram a ser alvos do PCC.