A produção de veículos teve no ano passado um crescimento de 3,5%, chegando a 2,64 milhões de veículos, conforme balanço divulgado nesta quinta-feira, 15, pela Anfavea, a associação das montadoras. O resultado ficou abaixo das expectativas dos fabricantes diante do freio dos juros altos no consumo e da maior entrada de carros importados no País.
A expectativa da Anfavea era de crescimento de 7,8% na produção, porém as compras de veículos tiveram uma desaceleração maior do que a esperada, com crescimento de apenas 2,1% no acumulado do ano, para 2,69 milhões de unidades.
Apoiado pelas exportações, que subiram 32,1%, para 528,8 mil veículos - graças, especialmente, à recuperação dos pedidos na Argentina -, o total de veículos produzidos em 2025 foi o maior em seis anos. Não recuperou, porém, o nível de produção de antes da pandemia. Em 2019, as montadoras produziram quase 3 milhões de veículos.
Parte disso é explicado pelo crescimento das importações, que morderam 18,5% do mercado no ano passado, acima dos 17,7% de 2024. Com o crédito mais caro, o mercado não teve o desempenho que a indústria esperava - a Anfavea iniciou 2025 projetando crescimento de 6,3%, prognóstico depois revisto para 5%.
Por outro lado, vendas a locadoras e os descontos no IPI de modelos de entrada dentro do programa Carro Sustentável evitaram um desempenho pior.
Balanço de dezembro
Só no mês passado, a produção, de 184,5 mil veículos, encolheu 3,9% na comparação com dezembro de 2024. Na margem - ou seja, frente a novembro -, a queda foi de 15,8%.
As vendas, de 279,4 mil veículos, foram as maiores em um mês em onze anos. O número corresponde a um crescimento de 8,5% em relação a dezembro de 2024. Frente a novembro, a alta foi de 17,1%. Desde dezembro de 2014, quando foram vendidos 370 mil veículos no Brasil, não se registrava um número mensal tão alto.
As exportações ficaram 38,1% abaixo de dezembro de 2024, chegando a 18,7 mil veículos no mês passado. Na comparação com novembro, houve queda de 47,7% nos embarques.
O balanço da Anfavea mostra ainda que 1,2 mil vagas de emprego foram eliminadas nas montadoras em dezembro, o que reduz para 2,5 mil o saldo de postos criados durante todo o ano passado. Agora, o setor emprega 109,7 mil pessoas.
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