Leilão de três terminais portuários garante aportes de R$ 226 milhões

Por Elisa Calmon

O governo federal realizou nesta quinta-feira, 26, o primeiro leilão de arrendamentos portuários de 2026. Em pregão na sede a Bolsa de Valores (B3), foram ofertados três terminais distribuídos entre os Estados do Amapá, Rio Grande Norte e Rio Grande do Sul.

O maior valor de outorga foi do Terminal NAT01, localizado no Porto de Natal (RN). Sem concorrentes, a Fomento do Brasil Mineração saiu vencedora após oferecer uma outorga de R$ 50 mil pelo ativo, especializado no escoamento de granéis minerais, principalmente minério de ferro.

Já o POA26, localizado no porto de Porto Alegre (RS), foi arrematado pelo Consórcio Portos do Sul, composto pelas empresas Soluções Inteligentes Operadores Portuários e Simetria - Transportes e Armazéns Gerais, que ofertou R$ 10 mil de outorga. Essa também foi a única proposta feita pelo terminal destinado à movimentação e armazenagem de granel sólido vegetal. O contrato de arrendamento prevê investimentos de R$ 21,13 milhões e tem prazo de 10 anos.

Por fim, o MCP01, localizado no Porto de Santana (AP) foi arrematado pela CS Infra, do Grupo Simpar. Também sem concorrentes, a empresa saiu vencedora após oferecer uma outorga de R$ 2.

Investimentos

O terminal do Amapá tem a maior previsão de investimentos entre os três leiloados: R$ 150,2 milhões. Os outros dois ativos somam cerca de R$ 76 milhões em investimentos, totalizando cerca de R$ 226 milhões o total do lote leiloado ontem.

O terminal do Porto de Santana desempenha papel importante para o Estado do Amapá e para o Arco Norte, sendo destinado especialmente ao escoamento da produção de grãos e de cavaco de madeira. A disputa pelo terminal chegou a ser suspensa ontem por decisão judicial a pedido da Rocha Granéis. Contudo, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e o Ministério de Portos e Aeroportos recorreram e conseguiram a liminar que garantiu a realização do leilão.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.