Bolsas da Ásia seguem NY e fecham em baixa, com política monetária ameaçada por guerra

Por Sergio Caldas

As bolsas asiáticas fecharam em baixa expressiva nesta quinta-feira, 19, acompanhando Wall Street, à medida que a escalada da guerra no Oriente Médio, com o salto das cotações do petróleo, complica a perspectiva da política monetária.

O índice japonês Nikkei liderou as perdas, com queda de 3,38% em Tóquio, a 53.372,53 pontos, após o Banco do Japão (BoJ) deixar seu juro básico inalterado em 0,75%, como era amplamente esperado.

O presidente do BoJ, Kazuo Ueda, disse, em coletiva de imprensa, que a taxa voltará a ser elevada se a economia e a inflação seguirem as projeções e afirmou que o banco central japonês está atento aos preços do petróleo em meio ao conflito no Oriente Médio. Nesta madrugada, o Brent chegou a ultrapassar a marca de US$ 115 por barril.

Em outras partes da Ásia, e o sul-coreano Kospi recuou 2,73% em Seul, a 5.763,22 pontos, o Hang Seng cedeu 2,02% em Hong Kong, a 25.500,58 pontos, e o Taiex registrou baixa de 1,92% em Taiwan, a 33.689,68 pontos.

Na China continental, o Xangai Composto teve perda de 1,39%, a 4.006,55 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto, de 2,27%, a 2.619,95 pontos.

O mau humor na região asiática veio também após Wall Street amargar quedas de mais de 1% ontem, quando o Federal Reserve (Fed) afirmou que cogita elevar juros diante dos possíveis impactos econômicos da guerra. Como era amplamente esperado, o BC americano também manteve suas taxas de juros neste mês.

Hoje, espera-se que o Banco Central Europeu (BCE), o Banco da Inglaterra e o Banco do Povo da China (PBoC) deixem os juros igualmente intocados, em função das incertezas da guerra.

Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no vermelho, com baixa de 1,65% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.497,80 pontos.