Uczai: governo federal é o mais aliado dos caminhoneiros

Por Victor Ohana

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (SC), afirmou que o governo federal é o "mais aliado dos caminhoneiros" e defendeu a cobrança sobre os governadores por políticas contra a alta do preço dos combustíveis. As declarações ocorreram nesta quarta-feira, 18, em entrevista coletiva em Brasília.

O petista disse que tem visto a movimentação dos caminhoneiros na direção de uma greve e afirmou que o governo federal já fez a sua parte para amenizar o aumento dos preços. Além disso, o parlamentar culpou a gestão de Jair Bolsonaro (PL) por privatizações de refinarias e ressaltou que o governo atual rompeu com a paridade de preços internacionais, o que considera uma "sorte" para o momento que o País enfrenta.

"Os caminhoneiros devem reivindicar de quem o controle dos preços de combustíveis? O governo federal do presidente Lula fez sua parte: eliminou PIS e Cofins, aumentou a taxa de exportação para o produto ficar internamente e colocou mais 32 centavos de subsídio. Então, o que o governo tinha condição, fez", declarou Uczai.

O líder continuou: "No que nós queremos nos somar com os caminhoneiros? Cobrar que os governadores dos Estados reduzam o ICMS e que todo mundo ajude a fiscalizar, inclusive os caminhoneiros, onde é que está tendo abuso de aumento do combustível".

Uczai disse não descartar que a mobilização dos caminhoneiros tenha tendência bolsonarista. O deputado afirmou que há "oportunistas" contra o governo e disse que os caminhoneiros têm um "papel fundamental" no País.

"Neste momento, não há risco de falta de combustível no Brasil. Portanto, é especulação. Os caminhoneiros, se fizerem greve mirando no governo federal? Quem é o mais aliado dos caminhoneiros neste momento é o governo federal, diferente dos governadores, principalmente dos grandes Estados, que não querem reduzir o ICMS", afirmou.

Uczai disse ainda: "Se tem caminhoneiros preocupados com o processo eleitoral, os caminhoneiros é que vão perder. Os caminhoneiros têm que ajudar a pensar a solução, buscar a solução diante da guerra".