O ouro fechou em leve alta nesta segunda-feira, 6, calibrando riscos geopolíticos que favorecem a demanda por ativos seguros, mesmo diante de alta dos rendimentos dos títulos de curto prazo do Tesouro americano.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para maio encerrou em alta de 0,11%, a US$ 4.667,80 por onça-troy. Já a prata para o mesmo mês cedeu 0,11%, a US$ 72,84 por onça-troy. O índice DXY, que meda a variação do dólar ante uma cesta de pares fortes, estava em leve queda, a 100,00 pontos.
O potencial de alta do ouro pode ser limitado com a diminuição das expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve, afirma o CEO da Sky Links Capital, Daniel Takieddine.
Dados robustos do mercado de trabalho americano mantêm os rendimentos dos títulos de curto prazo e de 10 anos do Tesouro dos EUA em alta, trazendo pressão para o metal precioso. A economia dos Estados Unidos criou 178 mil empregos em março, em termos líquidos, segundo relatório divulgado no dia 3, evidenciando os desafios para novo alívio monetário nos EUA.
Os riscos geopolíticos além do Oriente Médio e as compras constantes por bancos centrais continuam a sustentar os preços do ouro, acrescenta o CEO. Os movimentos de curto prazo do ouro dependem dos dados econômicos dos EUA, dos sinais do Fed e dos desdobramentos geopolíticos, observa.
A mídia iraniana informou nesta segunda-feira que o Irã rejeitou a proposta de cessar-fogo dos EUA e defendeu o fim permanente da guerra. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou, também nesta segunda, que o país tem capacidade de derrotar o Irã "em uma única noite", ao elevar o tom das ameaças em meio à escalada de tensões no Oriente Médio.
As esperanças de uma resolução para o conflito no Oriente Médio, contudo, são sustentadas pelos esforços diplomáticos em andamento, aumentando ainda mais a incerteza em torno das perspectivas para o ouro.
*Com informações da Dow Jones Newswires.
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