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Divulgação (Fotos: Assessoria de Imprensa)
Falta de estrutura e recursos limita atendimentos a pessoas com autismo e mantém longa fila de espera na região
A Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Canoinhas (AMA) atende atualmente apenas 29 pessoas de um total de 189 cadastradas. A limitação no número de atendimentos evidencia a principal dificuldade da entidade: a falta de estrutura e recursos para ampliar os serviços oferecidos a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na região.
Fundada em 2020 por mães em busca de mais inclusão e suporte para seus filhos, a AMA se consolidou como referência no atendimento a crianças, adolescentes e adultos com autismo no norte de Santa Catarina. A instituição oferece acolhimento, orientação e terapias por meio de uma equipe multidisciplinar formada por psicóloga, psicopedagoga, psicomotricista e assistente social, além de voluntários.
A situação da entidade foi apresentada durante a Sessão Ordinária da última segunda-feira, 13, na Câmara de Vereadores. Na ocasião, a presidente da AMA, Neide Cristina Vieira de Lima Bechel, e a segunda-secretária, Thais Barbosa Wagner, utilizaram a Tribuna Livre para expor as dificuldades enfrentadas e solicitar apoio do poder público e da comunidade.
Demanda crescente
O aumento nos diagnósticos de autismo tem pressionado a demanda por atendimentos especializados. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo 2022, o Brasil possui cerca de 2,4 milhões de pessoas com TEA. Entre crianças de 5 a 9 anos, está a maior incidência, e o número de alunos autistas nas escolas cresceu 48% em um ano.
Esse cenário impacta diretamente instituições como a AMA. Na rede privada, cada sessão terapêutica pode custar entre R$ 150 e R$ 250, valor que se torna inviável para famílias que precisam de múltiplos atendimentos mensais.
Fila de espera preocupa
Atualmente, a AMA atende moradores de Canoinhas, Três Barras e Bela Vista do Toldo. No entanto, a maioria dos cadastrados ainda aguarda por uma vaga, o que reforça a necessidade urgente de ampliação da capacidade de atendimento e contratação de novos profissionais.
Dependência de doações
Sem fins lucrativos, a entidade depende de doações, eventos e parcerias para manter as atividades. Entre as principais arrecadações recentes estão uma corrida beneficente, realizada em dezembro de 2024, e uma doação empresarial recebida em janeiro de 2025, que juntas somaram mais de R$ 180 mil.
Os recursos são destinados ao pagamento de salários, encargos e à manutenção da sede.
Apelo por apoio
Apesar dos avanços desde a fundação, a AMA reforça que a continuidade e expansão dos atendimentos dependem diretamente do apoio da sociedade e do poder público.
A entidade busca parcerias mensais, patrocínio de projetos e maior participação da comunidade em ações sociais.
“A AMA já faz a diferença na vida de muitas famílias, mas pode fazer muito mais com o apoio da comunidade”, destacam as representantes.
Com a demanda crescente e recursos limitados, o futuro da instituição está diretamente ligado ao engajamento coletivo para garantir atendimento a quem ainda espera por uma oportunidade.
A AMA pede socorro:
Colabore, ajude, apoie a AMA entrando em contato clicando abaixo no link
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