As bolsas da Europa fecharam em queda nesta sexta-feira, 24, à medida que investidores permanecem cautelosos diante da falta de novidades em relação ao possível diálogo entre os EUA e o Irã para um cessar-fogo que pode encerrar o conflito no Oriente Médio. Preocupações sobre a situação no Estreito de Ormuz pesam nas negociações, apesar do alívio fornecido por balanços corporativos.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,75%, a 10.379,08 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,06%, a 24.140,87 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,84%, a 8.157,82 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,52%, a 47.656,11 pontos. Em Madri, o Ibex 35 registrou baixa de 1,06%, a 17.696,20 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,92%, a 9.123,76 pontos. As cotações são preliminares.
O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã com a possibilidade de uma ação militar, caso não haja acordo entre as partes, enquanto o secretário americano de Guerra, Pete Hegseth, cobrou a Europa para um maior engajamento para a resolução do conflito, considerando a dependência sobre Ormuz.
Em repercussão, o chanceler da Alemanha, Freidrich Merz, disse que a União Europeia (UE) está disposta a aliviar gradualmente as sanções ao Irã se um acordo for firmado, mas o presidente do Conselho Europeu, António Costa, alertou que não podem se esquivar de abordar o fato de que os interesses americanos não estão mais alinhados com os de Bruxelas.
À espera da decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE) na próxima semana, investidores digeriram mais dados antes da reunião. O índice alemão Ifo de sentimento das empresas caiu para níveis da pandemia, e o ING ressaltou que a queda coloca a economia da Alemanha de volta à crise, além de preocupações sobre os impactos econômicos da guerra.
No setor corporativo, a alemã SAP fechou em alta de cerca de 4%, depois de registrar avanço anual do lucro e da receita e reafirmar o guidance para o ano. Em repercussão ao balanço, a Renault caiu 3,3%, enquanto a Volvo subiu 1,6%.
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