A Procter & Gamble (P&G) registrou lucro líquido de US$ 3,93 bilhões no terceiro trimestre fiscal, encerrado em 31 de março, alta em relação aos US$ 3,77 bilhões apurados em igual período do ano anterior. O lucro por ação diluído foi de US$ 1,63, de US$ 1,54 um ano antes. Excluindo itens extraordinários, o lucro ajustado por ação ficou em US$ 1,59, acima da expectativa de analistas consultados pela FactSet, de US$ 1,56.

A receita líquida da companhia subiu 7,4% na comparação anual, para US$ 21,24 bilhões, superando o consenso de mercado, de US$ 20,53 bilhões.

A companhia manteve a projeção de crescimento do lucro por ação entre 1% e 6% no ano fiscal, ante US$ 6,51 no exercício anterior, mas afirmou esperar um resultado no piso da faixa, pressionada por maiores investimentos e custos mais elevados.

Segundo a empresa, os resultados serão impactados por uma cobrança de US$ 150 milhões relacionada ao aumento dos custos de commodities, uma conta de US$ 400 milhões com tarifas, além de despesas líquidas maiores com juros e efeitos cambiais.

Em conjunto, esses fatores devem reduzir o lucro em US$ 0,25 por ação. A empresa reiterou ainda expectativa de crescimento de vendas entre 1% e 5% no ano, com avanço orgânico entre estável e 4%.

O presidente-executivo da companhia, Shailesh Jejurikar, afirmou que a P&G aumentará investimentos para acelerar o ritmo de crescimento, apesar do ambiente geopolítico e econômico desafiador.

O volume de vendas cresceu nas divisões de beleza, cuidados com tecidos e casa, e produtos para bebês, femininos e familiares, compensando quedas nas unidades de cuidados pessoais masculinos e saúde.