O empreendedorismo segue em ritmo acelerado em Santa Catarina. Dados do Observatório de Negócios do Sebrae/SC mostram que o estado registrou a abertura de 94.332 pequenos negócios no primeiro trimestre de 2026, um crescimento de 14,8% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho coloca Santa Catarina acima da média nacional, que avançou 12,6% no período.
Em comparação com 2024, o avanço é ainda mais expressivo: em dois anos, o número de novos pequenos negócios no estado cresceu 49,6%, evidenciando a força e a resiliência do ambiente empreendedor catarinense.
Os microempreendedores individuais (MEIs) seguem como principal porta de entrada para quem decide empreender. No primeiro trimestre de 2026, eles representaram 74,2% das novas empresas abertas, um salto significativo em relação aos 47,6% registrados em 2024. Ao todo, foram 69.957 novos MEIs no período.
Setores
O setor de serviços permanece como o grande motor desse crescimento, concentrando cerca de dois terços das novas empresas. Entre as atividades com maior expansão estão os serviços de entrega rápida, que cresceram 127,8% entre 2024 e 2026, além de áreas como apoio administrativo e promoção de vendas, refletindo a forte demanda por soluções ligadas à conveniência e ao consumo urbano.
Apesar da expansão, a distribuição regional das novas empresas se mantém estável. As regiões da Grande Florianópolis, Foz do Itajaí e Norte concentram 60,5% das aberturas, reforçando a centralização econômica nos principais polos urbanos e logísticos do estado.
Outro destaque é o avanço da participação feminina no empreendedorismo. As mulheres representaram 42,1% dos novos negócios abertos no primeiro trimestre de 2026, mostrando crescimento em relação aos anos anteriores.
Para o gerente de gestão estratégica do Sebrae/SC, Roberto Füllgraf, os números reforçam a relevância das pequenas empresas para a economia estadual.
Os dados confirmam que o catarinense continua encontrando no empreendedorismo uma alternativa concreta de geração de renda e desenvolvimento. O crescimento consistente na abertura de pequenos negócios, especialmente entre os MEIs, mostra que estamos diante de um ambiente cada vez mais favorável à formalização e à inovação. Nosso papel é seguir apoiando esses empreendedores para que iniciem e consolidem suas jornadas com mais segurança e competitividade, destaca.
O levantamento aponta ainda que as dez atividades mais comuns entre os pequenos negócios representam 36% do total de empresas abertas no período, o que demonstra uma concentração em segmentos de rápida formalização e alta aderência ao mercado.
Foto: Freepik
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