Ouro fecha em leve alta com incerteza sobre negociações, mas cai quase 3% na semana
O ouro encerrou a sessão desta sexta-feira (24) em leve alta, com a possibilidade de novas negociações por um fim permanente no conflito no Oriente Médio em meio a um cessar-fogo fragilizado.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou em alta de 0,35%, a US$ 4.740,9 por onça-troy, recuando 2,84% na semana. Já a prata para maio fechou com avanço de 1,20%, a US$ 76,414, caindo 6,63% na semana.
O metal dourado recuou pela manhã, chegando a ficar levemente abaixo do patamar de US$ 4.700, conforme relatos de que o Irã instalou minas no Estreito de Ormuz e renovadas ameaças dos Estados Unidos reforçaram o sentimento de fragilidade na trégua, mas recuperou o fôlego e voltou a subir. Para o Swissquote, as tensões permanecem "elevadas" e o cessar-fogo "fragilizado".
Contudo, aliviando o sentimento, a Casa Branca confirmou, na tarde desta sexta, a ida de Steve Witkoff e Jared Kushner ao Paquistão para negociações com o Irã, afirmando que a operação dos EUA no país persa passou para a "fase diplomática". O presidente dos EUA, Donald Trump, também confirmou uma extensão de três semanas no cessar-fogo entre Israel e Líbano.
Contudo, as preocupações inflacionárias permanecem, limitando a alta do ouro, conforme os bancos centrais avaliam o impacto dos preços de energia e ajustam a política monetária. O banco ING destaca que muitos BCs devem "reagir a esse choque inflacionário", levando em conta o prolongamento no conflito e as consequências no tráfego de embarcações no Estreito de Ormuz.
O mercado acompanhou também o fim das investigações contra o atual presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell. O processo era um obstáculo para a nomeação de Kevin Warsh como o nome presidente do órgão.
*Com informações de Dow Jones Newswires